Laércio Cipriano diz que Executivo agora trata apenas com a direção do hospital e defende desapropriação do imóvel como solução para manter atendimentos/Paulo Sava e Juarez Oliveira

Resumo: – Laércio afirmou que o médico deixou claro que não aceita mais dialogar com o Executivo municipal;
- Dívida trabalhista supera os R$ 2 milhões e já motivou audiências de conciliação entre as partes;
- Acordo dependia de projeto de lei ser aprovado pela Câmara, o que não aconteceu.
O prefeito de Rebouças, Laércio Cipriano, afirmou que não existem mais negociações entre a Prefeitura e o médico Hugo Reis sobre a ação trabalhista envolvendo o Hospital Dona Darcy Vargas, único hospital do município.
Em entrevista à Rádio Najuá, Laércio declarou que o médico deixou claro que não aceita mais dialogar com o Executivo municipal. Segundo ele, a Prefeitura passa agora a tratar exclusivamente com a direção do hospital, enquanto trabalha em uma proposta de desapropriação do imóvel para evitar riscos de fechamento ou leilão da instituição. “O doutor Hugo falou abertamente que não aceita negociação com o Executivo. A partir do momento que ele não aceita a negociação do Executivo e que essa proposta não foi aprovada, não tem nenhuma conversa com o doutor Hugo. Então, da agora em diante, a gente só trata com a diretoria do hospital”, afirmou o prefeito.
A dívida trabalhista supera R$ 2 milhões e já motivou audiências de conciliação entre as partes. Conforme Laércio, o município participou de uma audiência neste ano tentando construir um acordo para encerrar o processo, que se arrasta há mais de uma década. “Nós pretendíamos um acordo junto com o doutor Hugo para dar fim a essa situação. Fizemos uma proposta menor, ele não aceitou. Tivemos que aceitar praticamente o valor que ele impôs”, relatou.
O prefeito disse ainda que o acordo dependia da aprovação de um projeto de lei pela Câmara de Vereadores, o que não aconteceu. Segundo ele, os vereadores entenderam que a proposta não era vantajosa para o município. “O projeto foi rejeitado de cara. Os vereadores entenderam que a desapropriação ou a compra do hospital pelo município seria a melhor saída”, comentou.
De acordo com Laércio, a proposta apresentada previa o pagamento de aproximadamente R$ 2,2 milhões. Ele argumenta que o valor era superior ao cálculo inicialmente estimado no processo. “Uma dívida que estava prevista em torno de um milhão e meio de reais, nós teríamos que pagar R$ 2 milhões e 210 mil. Então, não era vantajoso para o município”, afirmou.
Diante do impasse, a Prefeitura passou a defender a desapropriação do prédio do hospital como alternativa para garantir a continuidade dos serviços de saúde em Rebouças. “Eu só estou pensando em que esse hospital continue aberto, continue prestando serviço pra nossa população e que ele seja do município”, declarou.
Segundo o prefeito, o setor jurídico do município já trabalha na tramitação da proposta de desapropriação, enquanto novas conversas devem ocorrer com a direção do hospital. “A nossa proposta é apresentar esse projeto de desapropriação”, confirmou.
Laércio também ressaltou que a Prefeitura ampliou recentemente o repasse mensal ao hospital, passando de R$ 140 mil para R$ 205 mil mensais. “A gente entende que a saúde é primordial e que o hospital ajuda muito nessa questão. A gente quer que o nosso hospital trabalhe bem e acredito que vamos encontrar a melhor saída”, concluiu.