Sindicato dos servidores da saúde critica exposição pública do ginecologista e defende apuração dos fatos com respeito ao devido processo legal/Paulo Sava, com informações do SEESSIR

Resumo:
-Na manifestação, o Sindicato critica a forma como o caso vem sendo tratado publicamente;
-Segundo o texto, houve “pré-julgamento público”, além de “exposição desproporcional da imagem do profissional” e disseminação de conclusões precipitadas antes da conclusão das investigações;
-O sindicato também manifestou solidariedade ao médico e à família dele diante da repercussão do caso.
O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Irati e Região (SEESSIR) divulgou uma nota de repúdio nesta segunda-feira (11) em defesa do médico ginecologista e obstetra Felipe Lucas, preso preventivamente em Curitiba na última quarta-feira (6) e solto pela Justiça um dia depois.
Na manifestação, o sindicato afirma que não é contrário à investigação das denúncias envolvendo o profissional, mas critica a forma como o caso vem sendo tratado publicamente. Segundo o texto, houve “pré-julgamento público”, além de “exposição desproporcional da imagem do profissional” e disseminação de conclusões precipitadas antes da conclusão das investigações.
O documento ressalta ainda que procedimentos realizados por médicos ginecologistas e obstetras envolvem exames físicos e intervenções em regiões íntimas das pacientes, destacando que esses atos devem ser analisados dentro do contexto técnico e médico, conforme protocolos assistenciais e provas produzidas durante a investigação.
O sindicato também manifestou solidariedade ao médico e à família dele diante da repercussão do caso. “Reafirmamos nossa confiança de que os fatos serão devidamente apurados pelas instituições responsáveis, com seriedade, justiça e respeito à verdade”, diz um trecho da nota.
Felipe Lucas havia sido preso preventivamente em Curitiba após investigação relacionada a acusações de crime sexual durante atendimento médico a uma paciente de Teixeira Soares em 2011. A prisão foi solicitada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Um dia depois, a defesa informou que o Poder Judiciário determinou a soltura do médico. Na visão dos advogados, a prisão era “injusta e desnecessária”.
Na ocasião, os advogados sustentaram que o caso envolve atos decorrentes do exercício profissional da medicina e afirmaram que o médico sempre esteve à disposição da Justiça para colaborar com as investigações. O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes.