Sindicato divulga nota de repúdio após prisão e soltura do médico Felipe Lucas

11 de maio de 2026 às 17h24m

Sindicato dos servidores da saúde critica exposição pública do ginecologista e defende apuração dos fatos com respeito ao devido processo legal/Paulo Sava, com informações do SEESSIR

SEESSIR emitiu nota de repúdio à exposição da imagem do médico Felipe Lucas, que vem sendo investigado por supostos crimes sexuais na região. Foto: Sandro Nascimento/Alep

Resumo:
-Na manifestação, o Sindicato critica a forma como o caso vem sendo tratado publicamente;
-Segundo o texto, houve “pré-julgamento público”, além de “exposição desproporcional da imagem do profissional” e disseminação de conclusões precipitadas antes da conclusão das investigações;
-O sindicato também manifestou solidariedade ao médico e à família dele diante da repercussão do caso.

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Irati e Região (SEESSIR) divulgou uma nota de repúdio nesta segunda-feira (11) em defesa do médico ginecologista e obstetra Felipe Lucas, preso preventivamente em Curitiba na última quarta-feira (6) e solto pela Justiça um dia depois.

Na manifestação, o sindicato afirma que não é contrário à investigação das denúncias envolvendo o profissional, mas critica a forma como o caso vem sendo tratado publicamente. Segundo o texto, houve “pré-julgamento público”, além de “exposição desproporcional da imagem do profissional” e disseminação de conclusões precipitadas antes da conclusão das investigações.

O documento ressalta ainda que procedimentos realizados por médicos ginecologistas e obstetras envolvem exames físicos e intervenções em regiões íntimas das pacientes, destacando que esses atos devem ser analisados dentro do contexto técnico e médico, conforme protocolos assistenciais e provas produzidas durante a investigação.

O sindicato também manifestou solidariedade ao médico e à família dele diante da repercussão do caso. “Reafirmamos nossa confiança de que os fatos serão devidamente apurados pelas instituições responsáveis, com seriedade, justiça e respeito à verdade”, diz um trecho da nota.

Felipe Lucas havia sido preso preventivamente em Curitiba após investigação relacionada a acusações de crime sexual durante atendimento médico a uma paciente de Teixeira Soares em 2011. A prisão foi solicitada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Um dia depois, a defesa informou que o Poder Judiciário determinou a soltura do médico. Na visão dos advogados, a prisão era “injusta e desnecessária”.

Na ocasião, os advogados sustentaram que o caso envolve atos decorrentes do exercício profissional da medicina e afirmaram que o médico sempre esteve à disposição da Justiça para colaborar com as investigações. O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes.

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