Médico ginecologista Felipe Lucas é preso em Curitiba

06 de maio de 2026 às 22h57m

Prisão preventiva foi cumprida nesta terça-feira em Curitiba; investigação apura denúncias de abuso sexual durante atendimentos médicos/Diego Gauron e Paulo Sava

Médico ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, foi preso preventivamente em Curitiba nesta quarta-feira, 06. Foto: Arquivo Najuá

Resumo: – Prisão foi solicitada pelo delegado de Teixeira Soares, Rafael Nunes Motta;

  • Vítima relatou à Polícia Civil que supostos abusos teriam durado cerca de 5 minutos e teriam ocorrido enquanto ela estava em trabalho de parto;
  • Defesa diz que prisão é ilegal e que a acusação é falsa.

O médico ginecologista Felipe Lucas, acusado de cometer crime sexual contra uma paciente durante um atendimento em Irati foi preso preventivamente nesta quarta-feira (6) em Curitiba. A informação foi divulgada pela RPC e confirmada pela reportagem da Najuá com o delegado Rafael Nunes Motta.

Em vídeo, o delegado deu detalhes a respeito da prisão, solicitada por ele e pelo Ministério Público.
“A Polícia Civil do Paraná cumpriu um mandado de prisão contra um médico ginecologista após a vítima ter comparecido até a Delegacia para relatar um suposto abuso que teria sofrido por este médico ginecologista e que teria durado aproximadamente 5 minutos, quanto ela estava entrando em trabalho de parto. Após a oitiva desta vítima, foi representado pela prisão preventiva do investigado. Houve manifestação favorável do Ministério Público e a prisão foi deferida pelo Poder Judiciário. O investigado foi entregue à Justiça para os procedimentos cabíveis”, frisou.

Procurada, a defesa do médico também confirmou a prisão e disse que “a defesa entende que é uma prisão ilegal, sob alegação completamente falsa e de um fato que se encontra prescrito.” E acrescentou que “o Dr. Felipe vai provar no processo sua inocência.”

O profissional, Felipe Lucas, de 81 anos, é apontado como suspeito de praticar violação sexual mediante fraude durante atendimentos. O caso está sob segredo de justiça. Durante as diligências, a Polícia Civil localizou outras duas mulheres que relataram situações semelhantes, ocorridas nos anos de 2011 e 2016. Apesar dos casos mais antigos não poderem mais ser punidos criminalmente de forma isolada, devido ao prazo legal da época, os depoimentos reforçam a investigação atual.

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