Polícia Civil identifica novas vítimas de médico investigado por supostos crimes sexuais

17 de abril de 2026 às 11h57m

O profissional, Felipe Lucas, de 81 anos, é apontado como suspeito de praticar violação sexual mediante fraude durante atendimentos. O caso está sob segredo de justiça

Médico Felipe Lucas. Foto: Reprodução/CIS Amcespar

A Polícia Civil do Paraná identificou novas vítimas em um inquérito que apura crimes sexuais cometidos por um médico ginecologista em Irati. O profissional, Felipe Lucas, de 81 anos, é apontado como suspeito de praticar violação sexual mediante fraude durante atendimentos. O caso está sob segredo de justiça.

A investigação começou em fevereiro de 2026, após uma jovem de 24 anos denunciar que teria sido vítima de atos libidinosos durante uma consulta no Consórcio Intermunicipal de Saúde. Segundo o relato, o médico teria se aproveitado da confiança da paciente e da autoridade profissional para cometer os abusos, sob o pretexto de procedimentos médicos.

Depois que o caso veio à tona, o Consórcio informou que o profissional está afastado de suas funções desde o dia 9 de abril.

Durante as diligências, a Polícia Civil localizou outras duas mulheres que relataram situações semelhantes, ocorridas nos anos de 2011 e 2016. Apesar dos casos mais antigos não poderem mais ser punidos criminalmente de forma isolada, devido ao prazo legal da época, os depoimentos reforçam a investigação atual.

De acordo com o delegado Luis Henrique Dobrychtop, a semelhança entre os relatos é um fator determinante. Segundo ele, as vítimas não possuem ligação entre si, o que indica um possível padrão de comportamento ao longo dos anos.

Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil formalizou o indiciamento de Felipe Lucas pelo crime previsto no artigo 215 do Código Penal e solicitou à Justiça a suspensão do exercício da medicina, como forma de evitar novos casos.

A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas procurem a Delegacia de Irati para registrar denúncia. As informações também podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197 e 181, com garantia de sigilo.

Nota da defesa

A defesa do médico enviou uma nota à reportagem da Rádio Najuá nesta sexta-feira (17), na qual nega as acusações e afirma que o profissional não cometeu irregularidades durante sua atuação.

Abaixo, a nota enviada pela defesa na íntegra:

“Felipe Lucas, por meio de sua defesa técnica, nega veementemente qualquer prática irregular ou conduta indevida durante procedimentos médicos realizados.

Ressalta que há indícios de um claro esforço coordenado para manchar a reputação de um médico com mais de 50 anos de profissão e que já atendeu mais de 25 mil pacientes.

O Dr. Felipe jamais praticou qualquer tipo de crime sexual ao longo de toda a sua carreira profissional.

Chama atenção, em particular, que o relato de um desconforto ocorrido durante o trabalho de parto só tenha sido feito após mais de 15 anos.

E mais, as duas pessoas que vem o acusar foram sempre atendidas com o acompanhamento de uma auxiliar da área de saúde.

Ressaltamos que o Dr. Felipe NÃO ESTÁ respondendo por nenhum novo caso.

Todas as calúnias feitas contra a honra do Dr. Felipe serão objeto das medidas judicias cabíveis.

A defesa confia no pleno esclarecimento da verdade para que essa injustiça seja superada”, diz a nota.

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