Você acredita em fraude nas urnas? Veja o teste em Rebouças

23 de outubro de 2018 às 09h21m

Cerimônia de preparação das urnas foi realizada no último sábado na presença do juiz e promotor de justiça da 62ª zona eleitoral

Jussara Harmuch
Na presença do juiz eleitoral James Byron Weschenfelder Bordignon e do promotor de justiça eleitoral Oseas Vogler, foi realizada pelos funcionários da 62ª zona eleitoral, que integra 40 urnas de Rebouças e 38 de Rio Azul, a cerimônia de preparação das urnas para a eleição do segundo turno. O evento que inclui o teste de uma urna sorteada, aconteceu sábado, 20, e foi aberto ao público. Também foram convidados representantes da OAB, dos partidos e a imprensa. Infelizmente estas cerimônias não recebem a fiscalização das pessoas que mais duvidam da segurança das urnas. A Rádio Najuá e apenas mais uma pessoa da comunidade acompanharam os trabalhos que levaram cerca de 4 horas. O prefeito de Rio Azul, Rodrigo Solda, passou pelo local.

Assista o vídeo do teste no final desta matéria.

O chefe do cartório eleitoral, Marco Kanever, conduziu os trabalhos e repassou as informações de cada etapa. Para cada turno, as zonas eleitorais recebem senhas para ligar o sistema. Este documento é endereçado ao juiz eleitoral e só com esta chave é que se pode acionar o sistema para valer. A informação que se passará para a urna nesta etapa será dos nomes dos candidatos que continuam no pleito para o segundo turno. A cerimônia inicia pela retirada dos lacres que foram colocados pelos mesários no final da votação do 1º turno.
A urna é preparada com a colocação dos pen drives com a nova informação e, novos lacres que levam as assinaturas do juiz e/ou testemunhas são afixados. São dois lacres, um é colocado neste momento e outro segue com a urna para que o mesário coloque no encerramento da votação, depois de retirado o pen drive.
As urnas possuem dois cartões de memória, um que somente será retirado em janeiro e outro que ficará guardado como arquivo no encerramento da votação. Estes cartões são o HD, os dois gravam a mesma coisa, para maior segurança, e podem ser auditados. Também é com este cartão que se faz a troca, se a urna apresentar defeito, sem perder os votos já registrados no primeiro turno.
Os pen drives e cartões retirados das urnas são acomodados em receptáculos com lacre, com espaço para assinatura dos funcionários e ficam arquivados no cartório até, posteriormente, serem enviados ao Tribunal Superior Eleitoral – TSE.
As urnas tem validade de 10 anos e as de Rebouças completam nesta eleição 8 anos. “Este fato pode ser levado em consideração para explicar a demora para carregar os votos, relatada por alguns eleitores”, comenta o chefe do cartório eleitoral. Quando não há energia, a bateria da urna pode segurar ela ligada por um período de 4 horas ou mais. Esta bateria pode ser substituída em caso de problema e o dispositivo é colocado isoladamente, sem interferir no restante da urna. Existe também uma quantidade de urnas de contingência para eventual substituição.
Ao fim da votação, antes de desligar, a primeira coisa que o mesário faz é imprimir o Boletim de Urna (BU). A configuração faz com que o pen drive não grave o resultado sem antes sair a primeira via do BU. O QR Code que vem impresso é só uma ferramenta para leitura. “Os documentos impressos, BUs e as zerésimas, ficam armazenados por 8 anos”, informa kanever.
Temos que trabalhar com provas, não adianta espalhar boatos pela internet, o fórum eleitoral está aberto para quem quiser vir acompanhar. Os boletins podem ser fotografados e depois conferidos.
Promotor Oseas Vogler
Os partidos podem checar todo o sistema através de um programa especialmente para isso. Podem levar seus programadores para fiscalizar tudo antes, no TSE e depois quando são distribuídos para os cartórios. Testes externos e auditoria: TSE explica por que a urna eletrônica é segura.
O promotor de justiça eleitoral Oseas Vogler, que realizou o sorteio de uma urna para teste no último sábado, atesta a segurança das urnas. O juiz eleitoral James Bordignon presenciou a cerimônia o tempo todo e também garantiu que o sistema é seguro desde as urnas até a somatória dos votos. Entenda a tecnologia por trás da urna eletrônica e da contagem dos votos. A Justiça Eleitoral totaliza cerca de 20 mil votos por segundo. Para que se concretize a hipótese de se conseguir decifrar os dados e remover as barreiras de segurança, seria necessário um supercomputador trabalhando durante vários dias, algo totalmente inviável e falacioso. Leia mais em Mitos e verdades sobre as urnas.

As urnas são lacradas e não tem comunicação com a internet, no momento do encerramento da votação cada urna emite um extrato onde consta os votos que ela produziu. A população está convidada a pedir estes boletins, fazer a somatória e depois comparar com o que foi passado ao TSE.

Juiz James Bordignon

Abaixo o áudio da entrevista com promotor e juiz, em seguida o vídeo do teste realizado no último sábado. Lembrando que as urnas são configuradas para iniciar a votação somente a partir das 8 horas de Brasília.


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