Após denúncia de suposto favorecimento ser arquivada no Legislativo, investigação segue na Polícia Civil e no Ministério Público; parlamentar diz estar à disposição da Justiça e contesta provas apresentadas/Paulo Sava

Resumo: – Vereador negou qualquer irregularidade na licitação com a empresa citada na denúncia;
- Parlamentar disse que está à disposição das autoridades e que está sofrendo perseguição política;
- Márcio disse que vai aguardar o encerramento do inquérito e responder ao processo normalmente junto ao MP
O vereador Márcio Roberto de Sousa, conhecido como Tio Chico, falou nesta sexta-feira, 13, sobre a denúncia que apura suposto favorecimento em processos de compras da Câmara Municipal de Rebouças. Em entrevista à Rádio Najuá, ele negou qualquer irregularidade, afirmou que está à disposição das autoridades e classificou o caso como uma perseguição política.
A denúncia havia provocado repercussão no município nas últimas semanas. Embora o caso tenha sido arquivado pela maioria dos vereadores na Câmara, a apuração continua em outros órgãos, como a Polícia Civil e o Ministério Público.
Durante a entrevista, o vereador disse que o procedimento de contratação seguiu os trâmites legais e que a documentação está disponível para consulta no Legislativo. “Estou pronto a dar esclarecimentos, como falei na sessão da Câmara naquele dia. O procedimento da licitação foi feito todo correto e está à disposição para quem quiser pegar na Câmara de Vereadores. Eu falo isso porque tem muita mídia sobre isso, eles tentam me acusar em todas as redes sociais”, frisou.
O vereador também compareceu no mesmo dia à Delegacia, pois no último dia 10, a Polícia Civil fez uma operação e apreendeu celulares dele e da empresária citada na denúncia. Ele disse que não estava em casa no momento da chegada dos policiais, mas retornou assim que soube da operação e entregou os aparelhos. Ele afirmou que vai responder às acusações.
“Eu acho que é demais, é uma coisa assim que eu não fiz e está na Justiça para ser julgado. A Câmara de Vereadores pediu o arquivamento porque está nas mãos da Justiça para ser investigado. Os celulares estão lá porque ela fala na acusação que eu teria passado por celular os preços. Então, está nas mãos da Justiça”, pontuou.
Ao ser questionado sobre o resultado da votação na Câmara, o vereador reafirmou sua inocência neste caso. “Eles sabem que eu não devo, e vou dizer que levei de forma muito econômica a Câmara de Vereadores. O repasse foi de R$2,5 milhões, e fui o que mais devolveu dinheiro da Câmara de Vereadores, acho que R$ 627 mil para a Prefeitura utilizar bem este dinheiro. Eu tenho que deixar claro que não peguei um real. A licitação foi menor de R$ 15 mil para alimentos e produtos de limpeza o ano inteiro. Hoje eu estive na Delegacia e perguntei se eles vão quebrar meu sigilo bancário, e eu quero que eles abram meu sigilo bancário do Banco do Brasil, onde tenho conta”, solicitou.
Márcio contou que vai aguardar o inquérito ser encerrado por parte da Polícia Civil e que vai responder normalmente ao processo no Ministério Público. “Quero deixar bem claro que estou à disposição de qualquer cidadão reboucense, iratiense, de onde for, para esclarecer isso. Não é de minha índole, nunca passei por isso, e é uma perseguição. Eu vejo que a Câmara vem tendo um atraso na gestão do Jefferson Okamoto, pois ele pensa só em perseguição, ele está perseguindo muito o prefeito Laércio e principalmente a secretária de saúde Anaiara de Fátima Adamante Cipriano, porque está comprometendo o atendimento à população”, comentou.
O vereador afirmou que o vídeo gravado por Jefferson e apresentado como prova na investigação, em que ele aparece com uma das proprietárias da empresa citada na investigação, é falso. “Isso é mentira, eu não estava neste vídeo, e eu não sei o que aconteceu que a proprietária do mercado chegou a falar isso, mas ela vai ter que provar na Justiça. Eu não estava neste momento, e mais uma coisa: no começo da denúncia, ele incriminou a Prefeitura, dizendo que teria um funcionário da Prefeitura neste procedimento. A Prefeitura fez uma nota de esclarecimento, mas ele, na entrevista que deu, ele desconversou e disse que não tinha citado a Prefeitura. É muita mentira e conversa, e isto atrapalha o município, o desenvolvimento e o progresso”, destacou.
O vereador também confirmou que o processo relativo ao mercado foi feito através de uma dispensa de licitação. Ele afirmou que vai processar todas as pessoas que estão se manifestando sobre o caso nas redes sociais. “Eu estou arquivando as falas das pessoas que estão se manifestando e vou entrar com um processo. Eu não devo isso e acho que, para mim, politicamente, foi muito ruim. O povo não entende o que estamos passando e fica falando, e isto eu vou ter que cobrar na Justiça porque me atrapalha no lado político e no trabalho”, finalizou.