Delegado Paulo César Eugênio Ribeiro disse que são necessários outros elementos como prova para que o juízo da Comarca determine a prisão do suspeito
Da Redação
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| Em contato com nossa reportagem, Delegado Paulo César Eugênio Ribeiro explicou motivos do jovem conduzido para a Delegacia não ter permanecido detido |
Em contato com a nossa reportagem, o Delegado Paulo César Eugênio Ribeiro, explicou os motivos do jovem que foi conduzido pela Polícia Militar até a Delegacia para prestar depoimento, pois é suspeito de ter participação no assassinato de Érico Neves, ter sido ouvido e liberado.
Ouça o áudio do Delegado no fim do texto
“Ontem [segunda-feira] foi apresentado um rapaz na Delegacia pela Polícia Militar seria um possível suspeito, mas não existiria ainda nesse momento elementos concretos ou que reforcem a suspeita que esse rapaz seja suspeito do delito. Ele foi ouvido, interrogado e liberado. Nesse momento, eu não consigo por forçar da lei, por força da legislação atual, que diga-se de passagem é absurda nesse ponto. Eu não posso, não tenho poder de efetuar a prisão desse rapaz. Diante disso, diante dessa apresentação podem ocorrer outros suspeitos”, revela o Delegado.
Segundo Ribeiro, o crime continua sendo investigado, já que são necessários outros elementos como prova para que o juízo da Comarca determine a prisão do suspeito. “Mas o que eu quero deixar claro é que não foi feita a prisão por força da própria legislação que não permite nesse momento o que significa que ele não vai ser preso e nem significa que ele vai ser condenado ou não condenado. É que nesse momento da investigação, não é possível realizar a prisão em flagrante desse caso. Temos que aguardar ainda alguns outros elementos que vão ser confrontados, que já estão em andamento sendo colhidos para aí sim se comprovar a suspeita. Por enquanto, é um mero suspeito, assim como tem tantos outros aí que a gente está investigando. Deixar claro o que aconteceu de fato para que não hajam informações desencontradas e como funciona nossa atual legislação que neste ponto eu concordo é extremamente falha. Infelizmente, a gente tem que seguir o que está na legislação assim como todos os cidadãos”, finalizou o Delegado.
Um jovem, de 20 anos, foi conduzido até a Delegacia para prestar depoimento suspeito de envolvimento no assassinato de Érico. O rapaz foi abordado pelas equipes da P2 (Serviço Reservado da 8ª Cia) e Rotam em sua casa na Vila São João, na tarde de ontem, 28, depois que a Polícia Militar foi informada de forma anônima que o suspeito do homicídio ocorrido no domingo, 27, residia na rua Mato Grosso, num local conhecido como ponto de tráfico de drogas. Conforme relatório da 8ª Cia, o autor da denúncia disse que ele e Erico foram até o local para comprar entorpecentes. Num determinado momento, o morador teve um desentendimento com Erico, que foi atingido com um golpe de faca.
Após receberem essas informações, os policiais realizaram consultas no sistema de Narcodenúncia 181, onde constataram quatro denúncias de tráfico de drogas contra o suspeito do homicídio. A partir disso, os policiais realizaram monitoramento no local e observaram a presença do suspeito e outras pessoas na área externa da residência. A equipe da Rotam tentou realizar a abordagem, mas o rapaz correu na direção do imóvel abandonado e dispensou um invólucro plástico, que foi localizado posteriormente nas proximidades de uma estante. Dentro do invólucro foram encontradas pedras de crack. Em outro invólucro localizado no imóvel havia uma quantidade de maconha. A equipe do Canil da Guarda Municipal prestou apoio na busca aos entorpecentes.
Os policiais realizaram buscas na casa e conseguiram abordar cinco pessoas. Nenhuma portava objetos ilícitos. Na frente da residência foi localizado um veículo Gol estacionado, que supostamente havia sido utilizado no dia do crime. As equipes da PM verificaram que haviam manchas semelhantes a sangue no banco traseiro do carro.
Questionado sobre a denúncia de que havia cometido o homicídio e das marcas de sangue no veículo, o jovem relatou que teve um desentendimento com a vítima na madrugada do domingo, 27. O suspeito também disse que a briga ocorreu em virtude de Erico ter furtado uma TV de sua mãe em dias anteriores ao crime. Segundo relato do suspeito, ambos entraram em luta corporal. Posteriormente, o rapaz atingiu a vítima com três golpes de faca e o carregou em seu carro. O corpo de Erico foi deixado numa vala na Avenida Paraná, onde acabou sendo encontrado na manhã de domingo, 27, por volta das 6h30.
O Gol, os materiais apreendidos e o suspeito do homicídio foram encaminhados para a Delegacia de Irati.
Érico era natural de Ponta Grossa e residia na rua Lélia, no bairro Lagoa, em Irati.
