Supermercados buscam manter regularidade com a pandemia

05 de junho de 2020 às 19h54m

Superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (APRAS), Valmor Rovaris, diz que setor vem mantendo a regularidade, mas perspectiva de queda do PIB não é boa

Jussara Harmuch

Foto: Henry Milleo-Gazeta do Povo-Arquivo

A crise instalada com a chegada da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) afetou de forma diferente os setores do ramo de alimentos. Os supermercados observaram um aumento nas vendas durante os primeiros dias de isolamento, em especial nos produtos da cesta básica. A explicação: medo de desabastecimento.

As pessoas começaram a estocar produtos em casa. Teve uma rede de supermercados que em três dias vendeu o estoque de 50 dias de feijão. E outros produtos, papel higiênico e arroz, diz o superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (APRAS), Valmor Rovaris.

Mesmo com a crise, os supermercados estão mantendo regularidade, não como nos dias iniciais, mas o crescimento foi superior ao mesmo período de 2019. O que aumentou foi o custo para oferecer álcool gel, verificar a temperatura na entrada e manter a higienização mais frequente. Medidas foram tomadas para o afastamento de pessoas idosas, com doenças pré-existentes e grávidas.

Existe um efeito de aumento de vendas que já começa a ceder. Março foi um mês de mais vendas. Isso parou e as vendas estão começando a chegar num declive. Neste momento, um pouco acima do ano passado, conta. 

Ele atribui o aumento do consumo em geral a mudança de hábitos, com as pessoas ficando mais em seus domicílios, fazendo comida em casa, apesar de o gasto com alimentos em festas ter diminuído.

Diminuição do PIB significa menos consumo

A preocupação é com a economia que vai refletir no consumo das famílias. Com a queda do Produto Interno Bruto (PIB) circula menos dinheiro e o consumo diminui.

Nossa expectativa é produzir, precisamos trabalhar, preocupa a queda do PIB, isso é menos dinheiro circulando, é menos consumo. Logo isso vai começar a estabilizar, mas a gente sabe que com 6% a menos do PIB os orçamentos vão ter de se adequar, vai ter muita gente desempregada e isso é ruim. Temos de acreditar que o País volte a funcionar o quanto antes.

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