Subseção da OAB de Irati comemora 25 anos com jantar

16 de agosto de 2019 às 10h48m

Evento recebeu presenças ilustres da Presidência da OAB Paraná

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub e fotos Ciro Ivatiuk/Hoje Centro-Sul
A Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Irati comemorou 25 anos de fundação com um jantar no Restaurante Italiano, da 19 de Dezembro, no sábado (10). A ocasião celebrou, também, o Dia do Advogado, comemorado em 11 de agosto.
O evento recebeu as presenças ilustres do presidente da OAB do Paraná, Cássio Telles, e da vice-presidente Marilena Indira Winter. Ex-presidentes da Subseção da OAB de Irati, o prefeito Jorge Derbli e o ex-prefeito e advogado Rodrigo Hilgemberg receberam láureas pelo bom serviço prestado em favor da advocacia. A homenagem ao ex-prefeito Hilgemberg se justificou pelo fato de que, em seu mandato (1997-2000), foi destinada a área para a construção da sede da entidade.

Ouça a entrevista com os advogados Luís Augusto Polytowski Domingues e Sônia Mara Gerchevski no fim do texto

Outra presença de grande prestígio no jantar foi a da conselheira federal da OAB, Edni de Andrade Arruda, primeira mulher a presidir a OAB em Guarapuava, que completou 50 anos de formação em Direito em 2018. Ela também foi a primeira mulher a ser condecorada com a medalha Vieira Netto, a mais importante honraria concedida pela OAB no Paraná.
Participaram, ainda, do jantar, os vereadores Nei Cabral e Rogério Kuhn, representando o Legislativo iratiense, o delegado Paulo César Eugênio Ribeiro, o promotor Eduardo Ratto Vieira, o juiz Henrique Kurscheidt, advogados filiados e convidados. “No meu entendimento, foi um evento de confraternização e de reencontro, porque homenageamos os ex-presidentes. Alguns deles nem moram mais em Irati e estavam presentes, como é o caso do Doutor Julião [José Julião Evangelista], que fez questão de estar presente”, avalia a atual presidente da OAB Irati, Sônia Mara Gerchevski, que falou sobre a comemoração durante participação no programa “Meio Dia em Notícias”.
A agenda de comemorações pelos 25 anos da Subseção se estende a outras atividades e teve início com o descerramento da placa de Luís Augusto Polytowski Domingues, na galeria de ex-presidentes, na quarta-feira (7).

Trajetória

“Tudo o que somos, tudo o que conquistamos, tudo o que a Subseção tem e é hoje decorre do trabalho daqueles que nos precederam. Tivemos a grata felicidade de ter conosco o Doutor Julião, que foi o primeiro presidente da Subseção, que foi quem, efetivamente, iniciou tudo aquilo que temos hoje, com a criação da Subseção e, depois, com a criação da sede”, ressalta o ex-presidente Luís Augusto Polytowski Domingues, que também participou da entrevista na Rádio Najuá.
Hoje conselheiro estadual da OAB, Domingues opina que a advocacia se transformou muito ao longo desse um quarto de século desde a fundação da seccional de Irati. Ele observa que, no domingo (11), dia em que se comemora o Dia do Advogado, foi efetivado o registro de número 100.000 na OAB-PR.
“Somos, hoje, quase 80 mil advogados ativos no Paraná. Quando da criação da Subseção, éramos 25, 30 advogados [em Irati]; hoje, somos 315, um aumento significativo. A cada gestão, temos buscado melhores condições para os advogados e o respeito maior a nossas prerrogativas profissionais. A OAB sempre esteve, além da questão voltada à defesa do advogado, também esteve voltada à defesa da sociedade como um todo e do próprio jurisdicionado, daqueles que dependem do Poder Judiciário. Podemos elencar como uma conquista da Subseção nos últimos 25 anos o desmembramento, em 2007, da Vara, que era juízo único, desmembrou a Vara Criminal e Família e ficou Vara Cível; depois, em 2012, a criação da 2ª Vara Cível; na sequência, a criação do Juizado Especial, como unidade autônoma”, comenta.
Uma das pautas atualmente defendidas pela Subseção da OAB diz respeito à busca, junto ao Município, de um terreno para a construção de uma nova sede para o Fórum da Comarca de Irati.

Mercado saturado

A proliferação das faculdades de Direito – que somam mais de 1,6 mil em todo o Brasil – preocupa os profissionais da área pelo risco de uma saturação no mercado de trabalho. Apenas a título de exemplo: em Ponta Grossa, até a última década, havia curso de Direito apenas na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)– onde o curso já existe há 65 anos. Atualmente, além da UEPG, o curso de Bacharelado em Direito é também oferecido em quatro instituições de ensino superior privadas. Das sete instituições estaduais de ensino superior (IEES), apenas a Unicentro e a Unespar ainda não possuem Bacharelados em Direito. Entre públicas e particulares, são 64 cursos de Direito no Paraná.
“Esse aumento exponencial no número de advogados decorre desse grande número de faculdades de direito e a OAB tem mostrado preocupação quanto a isso porque vai chegar o momento que o mercado vai ficar saturado. Teremos um número muito grande de profissionais sem saber se a demanda vai corresponder e se o mercado vai absorver todos esses profissionais”, analisa Domingues.
Conforme o conselheiro estadual da OAB, o Exame da Ordem não é um mecanismo para criar uma reserva de mercado e impedir a entrada de novos profissionais na área, até porque a prova, em sua visão, exige o mínimo conhecimento necessário para que o bacharel em Direito possa exercer a advocacia de forma responsável.

Comissão da Advocacia Iniciante

Um dos objetivos da gestão atual da Subseção da OAB de Irati, iniciada há oito meses, era o de fornecer apoio aos novos profissionais da área. Desde dezembro até agora, foram registradas 40 novas filiações à OAB em Irati – de 275 para 315 membros. Para tanto, foi criada a Comissão da Advocacia Iniciante, para acolher esses profissionais recém-formados e recém-inscritos na Ordem.
“A partir do momento em que ele é acolhido na Ordem, ele já passa por cursos e reuniões. Agora, estamos tendo a Semana da Advocacia Iniciante no Paraná e estamos levando colegas que estão no comando da Comissão para aprimorarem seus conhecimentos. As coisas estão mudando rápido demais e temos que ter esse acompanhamento; a OAB está preocupada. Damos, inclusive, condições de eles darem atendimento aos clientes dentro da OAB. Ainda não temos os escritórios compartilhados, mas eu cedo minha sala da presidência para que o advogado possa atender a um cliente, quando ele ainda não está bem ensalado. Não vai deixar de atender a um cliente por isso”, observa Sônia.

Confira a entrevista com os advogados Luís Augusto Polytowski Domingues e Sônia Mara Gerchevski

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