Sanepar pede que população economize água para minimizar estiagem

18 de maio de 2020 às 16h40m

No início de maio, Governo do Estado decretou situação de emergência hídrica por 180 dias em todo o Paraná

Sanepar pede que população economize água para evitar rodízio no abastecimento em Irati. Foto: Assessoria Sanepar



Paulo Henrique Sava, com informações do Portal G1

No dia 07 de maio, o governador Ratinho Júnior (PSD) decretou situação de emergência hídrica em todo o Paraná por sies meses devido à forte estiagem que afeta o estado desde junho de 2019. 

Como impacto desta seca, o sistema de abastecimento de água tem sido afetado. Na região de Irati, o sistema vem sendo suprido pela captação de água no Rio Imbituvão e por três poços artesianos. Mesmo assim, o diretor adjunto de comunicação e marketing da Sanepar, Hudson José, pede que a população continue economizando água para evitar que a cidade tenha rodízios no fornecimento. 

Se houver qualquer irregularidade no sentido de abastecimento em função de redução das fontes de captação, iremos estudar medidas alternativas para manter o abastecimento para a população. Por enquanto, temos a posição da região controlada, o que não impede a necessidade de as pessoas continuarem tendo uma postura de uso racional e econômico, para que esta situação continue e não corramos o risco de uma crise em função do uso indevido e elevado 

Segundo levantamento do Simepar, esta é a maior seca do Paraná nos últimos 30 anos. Esse problema reduziu a vazão dos rios e poços em todo o estado. Algumas regiões apresentam situações mais graves, como Curitiba e Região Metropolitana, onde o rodízio está sendo realizado desde o mês de março. Na região Oeste, a mesma medida foi adotada nas cidades de Medianeira, Palmas, Santo Antônio do Sudoeste e Pranchita. Laranjeiras do Sul e Pitanga, no Centro-Oeste, e Palmeira, nos Campos Gerais, fazem rodízio em situações mais emergenciais. 

Já na região Norte do Paraná, onde a estatal tem 18 sistemas de abastecimento, a vazão de rios e poços caiu cerca de 80%. Hudson diz que a companhia chegou a utilizar caminhões-pipas para abastecer as comunidades em situação mais grave.

É uma crise hídrica muito acentuada, muito forte. Nas regiões onde temos maior intensidade, chegamos a fazer uso de caminhões-pipas para socorrer as comunidades

Segundo o Simepar, dentro dos próximos 15 dias deve chover pouco mais de 100 milímetros. No entanto, desde o início do ano, foi registrado apenas 10% do volume histórico de precipitação dos últimos cinco anos. A Sanepar vem desenvolvendo uma série de medidas para reforçar a produção, reservação e distribuição de água tratada, o que pode ajudar a diminuir os impactos da estiagem, de acordo com Hudson.

A Sanepar tem seguido um protocolo de gestão de crise e que segue um planejamento prévio, onde iniciamos cada processo de acordo com a demanda. São várias ações que já realizamos. É importante destacar que, sem o envolvimento da população e que ela entenda o momento dramático que estamos vivendo, não conseguiremos ter 100% de efetividade. Neste momento, inclusive com a presença do coronavírus e da pandemia que afetou todo o mundo, temos uma demanda ainda maior de água para as necessidades humanas, que se ampliaram com novos hábitos de higiene e limpeza.

A Sanepar informa que o consumo residencial de água cresceu 11% durante a pandemia. 

Algumas medidas simples, como banhos menos demorados, fechar as torneiras ao escovar os dentes ou fazer a barba e a reutilização da água das máquinas e tanques para lavar calçadas, carros e regar plantas, podem ajudar na economia. Conforme Hudson, a Sanepar também tem feito um trabalho de aceleração de obras e implantação de novos sistemas de abastecimento em todo o Paraná.

Temos feito um trabalho que começou na Região Metropolitana, com aceleração de obras e implantação de sistemas, como um 6º conjunto de motobombas na estação de tratamento de águas do Iguaçu, antecipação de interligação de reservatório no bairro Uberaba, o chamado ‘reservatório corte branco’, que trouxe melhorias para toda a região sul da cidade. No estado, melhoramos o ponto de captação em Rio Negro, fizemos a redução da vazão de regularização da barragem Passaúna, estamos tocando a pleno vapor e intensificando as obras de barragem do Rio Miringuava. Temos também feito um trabalho constante de controle de perdas, incluindo geofundamento por equipes próprias e terceirizadas e o monitoramento de pressões. Tudo isto tem o objetivo de que passemos por este período da forma menos traumática possível. 

Segundo Hudson, outros órgãos, como o Instituto Água e Terra (IAT) e a Secretaria de Estado da Agricultura (SEAB), irão auxiliar na fiscalização do uso indevido e abuso no consumo de água no estado. 

Nós precisamos do reforço da população e contamos com isto no sentido de ter uso racional e econômico da água. São medidas simples mas importantes para que possamos passar por este período. 



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