Rotary Club promove palestra sobre desenvolvimento de Irati

12 de dezembro de 2023 às 16h58m

Arquiteta Silvia Bueno Zilotti apresentou temas relacionados à educação, indústria, turismo e infraestrutura, para discutir o desenvolvimento local/Texto de Paulo Sava, com reportagem de Sidnei Jorge

Na foto, o presidente do Rotary Club de Irati, Duílio Fillus, o professor Laércio Pereira de Oliveira e a palestrante, Silvia Bueno Zilotti. Foto: Sidnei Jorge (Sidão)

O Rotary Club de Irati promoveu na última quarta-feira, 06, uma palestra para debater o desenvolvimento do município. Na oportunidade, a arquiteta Silvia Bueno Zilotti apresentou alguns assuntos ligados à educação, industrialização, turismo e infraestrutura, com o objetivo de discutir o desenvolvimento local.

A arquiteta afirmou ao repórter Sidnei Jorge (Sidão) que é importante falar sobre desenvolvimento para os integrantes do Rotary, agentes privados neste setor. “São pessoas que agilizam e desenvolvem projetos que organizam a vida da cidade, são exemplos. É importante que eles tenham esta visão de necessidade de desenvolvimento, de crescimento, de trabalho organizado e que tragam ideias para a cidade que possam ser desenvolvidas”, frisou.

Silvia acredita que a cidade precisa ter uma quantidade de programas e projetos que possibilitem um desenvolvimento integrado. “A partir do momento em que vem uma grande empresa, estamos oferecendo mão-de-obra capacitada e cercando este sistema produtivo para que ele se sinta organizado e consiga se desenvolver dentro da cidade. Precisamos buscar parceiros para estas empresas, elas são oportunidades de outros negócios para as pessoas de Irati. Toda esta cadeia produtiva precisa ser analisada para que a cidade se desenvolva como um todo”, comentou.

Os índices de desenvolvimento de uma cidade são analisados através dos dados populacionais obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que são oficiais. Durante a palestra, Sílvia apresentou alguns dados relativos aos índices de Irati. “Eu mostrei o IDH da cidade, que é bom, de 0,7 (o índice é de 0 a 1), e mostrei outros índices também. Tem um que tem uma oportunidade muito grande de crescer, analisado pelo IBGE que se chama ‘porcentagem de pessoas ocupadas’. É um índice que ainda dá para desenvolver bastante no município”, afirmou.

Pontos principais do IDH – O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) apresenta três pontos principais: saúde, educação e renda. Segundo Sílvia, o desenvolvimento procura trabalhar estas três bases da sociedade. “Podemos trabalhar nestas áreas para poder melhorar toda a expectativa de vida e toda a interação do cidadão na cidade”, ressaltou.

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Discussão pulverizada – O professor Laércio Pereira de Oliveira, integrante do Rotary Club de Irati, contou que a questão do desenvolvimento vem sendo discutida dentro da instituição de forma pulverizada.

“Quer dizer, de repente falamos sobre novos cursos superiores, em uma outra reunião, falamos sobre a dificuldade de acesso à nossa cidade, o que prejudica a vinda de indústrias. Em outro momento, falamos que o turismo não é explorado, citamos a área rural, que às vezes não tem uma boa infraestrutura de estradas porque a nossa cidade e a microrregião têm esta vocação agrícola muito forte. Falamos destas coisas, mas não agrupamos estas discussões em um objetivo único, que é o desenvolvimento”, frisou.

Turismo e educação – Outros pontos que poderiam alavancar o desenvolvimento da região seriam a vinda de novos cursos superiores para as universidades e o incentivo ao turismo rural e religioso, para os quais a microrregião tem vocação. “Eu sempre falo que Irati não tem a beleza cênica do Rio de Janeiro, de Curitiba ou Maringá, mas tem outros atrativos. Esta é a ideia, e nós fechamos esta discussão com a questão da capacitação. Nós precisamos de gente qualificada, que invista em qualificação e educação, para que, através disso, tenhamos novos empregos, indústrias e cursos, e isto vai acabar virando um ‘alavancar’ do desenvolvimento”, ressaltou.

Na opinião de Laércio, que foi professor durante muitos anos, os problemas da educação são o principal gargalo do país. “Estamos vendo que a educação está tomando um rumo totalmente equivocado, porque o vilão da história está sendo o professor. Ao contrário, o professor faz das tripas coração, se empenha demais, se desgasta emocionalmente. Eu não tenho medo nenhum de dizer: é uma omissão da sociedade. São pais que não assumem a responsabilidade sobre os filhos, tem a questão de governo federal e estadual, que estão preocupados com índices de aproveitamento nas escolas a qualquer preço. O resultado que vemos na mídia não reflete o que está acontecendo em sala de aula, e isto extrapola para a sociedade. Estamos tendo pessoas desinteressadas e sem motivação porque pensam que em casa não estão sendo cobradas e na escola tem nota, se o aluno se empenhar um pouco., então o caminho é totalmente errado, na minha opinião”, pontuou.

Resultados também na zona rural – Silvia acredita que todo o trabalho feito nos municípios resulta em um bom diagnóstico da cidade e também da área rural. “Aí sim, vão entrar as necessidades da área rural, vamos pontuar os problemas e adequar o projeto a este desenvolvimento econômico. Ele permeia qualquer área da cidade e tem que estar em todas as pessoas, no comércio, no serviço, na agricultura, em função de pensarmos em como cada um neste todo que forma a cidade pode ser auxiliado, desenvolvido e trabalhado. Isto se faz com um bom diagnóstico e propostas que sejam compatíveis com aquela realidade”, destacou.

O turismo é um fator de desenvolvimento importante, assim como a cultura e o esporte, mas ainda precisa crescer muito em Irati, segundo Silvia. “Todas as áreas podem ser desenvolvidas, e neste todo, neste conjunto sistêmico, você pode ter uma cidade completa, pujante e com jovens engajados e com capacidade econômica para prover todas as suas necessidades”, finalizou.

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