Drogas estavam numa garrafa que foi atirada sobre o muro para dentro do pátio
Da Redação, com informações da Rádio Studio W
Um jovem de 18 anos foi detido por facilitar a entrada de drogas na carceragem da Delegacia de Mallet. Na manhã de terça-feira (19), câmeras de vigilância do comércio local flagraram a ação do rapaz. Ele atirou uma garrafa, contendo os entorpecentes, por cima do muro, para dentro do solário.
Segundo o delegado Rafael dos Santos Pereira, já ocorreram outras tentativas de introduzir celulares e drogas na carceragem, que resultaram, até mesmo, em prisões em flagrante. “Esse fornecimento de drogas, mesmo que gratuito, constitui crime de tráfico de drogas. Pelo fato de as revistas rigorosas não permitirem a entrada, por meios normais, através das visitas, passaram a ser arremessados objetos pelos fundos da delegacia”, pontua.
“Mais recentemente, tivemos dois casos em que foram arremessadas pequenas quantidades de maconha, para que os presos, com hastes improvisadas ou cabos de vassoura, tentassem puxar essa droga para dentro da carceragem”, acrescenta Rafael.
Quanto ao caso de terça-feira (19), o delegado aponta que as imagens permitiram identificar o suspeito e os investigadores conseguiram outras informações, como o endereço do jovem. Uma equipe foi até a casa do rapaz, com ordem de busca e apreensão, e além de confirmarem que ele arremessou a garrafa para dentro do pátio, os policiais descobriram outros indícios de envolvimento do suspeito com o tráfico de drogas.
“[A prisão] não apenas é uma resposta a esse fato grave, que mostra um desrespeito e um desprezo pela Justiça muito grande, por tentar praticar o tráfico de drogas numa Delegacia, como também foi retirada da sociedade, para responder pelos seus atos, uma pessoa que estava praticando o tráfico de drogas na cidade”, afirma.
Rafael observa que não só as câmeras da própria Delegacia, como as do comércio, contribuíram para o crime ser desvendado. “Até porque aí, ao se dirigirem para o local do crime, as pessoas se descuidam, não se preocupam em cobrir o rosto e em ocultar o que estão carregando e é possível acompanhar seu itinerário, vindo da casa ou do trabalho, para onde se dirigiu depois do fato. Facilita a identificação e permite entender completamente as circunstâncias”, diz.