Cleuzimara das Graças Ivascho, de 36 anos, que estuda francês na América do Norte, conta que autoridades canadenses alertaram para a gravidade da pandemia desde o início/Paulo Henrique Sava
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| Cleusimara das Graças Ivasho, de 36 anos, em foto tirada em Montreal, no Canadá. Foto: Arquivo pessoal |
Cleuzimara relatou que, mesmo com as escolas abertas, teve medo de enviar seus filhos para as aulas. “Tive uma sensação muito ruim, fiquei com medo de os meus filhos irem para a escola, porque basicamente as escolas não pararam aqui no Quebéc. Pararam por alguns momentos, mas na maior parte do tempo estão abertas”, comentou.
Mesmo com a pandemia, a situação financeira da família de Cleuzimara não mudou. Contudo, muitas pessoas acabaram perdendo seus empregos, principalmente aquelas que trabalhavam em restaurantes, lojas de shoppings e no transporte de pessoas, como companhias aéreas e trens. Entretanto, ela ressalta que o governo canadense vem prestando auxílio para os cidadãos e as empresas. “O ponto positivo é que o governo está auxiliando muito quem perdeu o emprego, os empresários e as famílias, e isto é muito importante”, afirmou.
Cleuzimara mantém contato com a família, que vive em Prudentópolis, e com a mãe, que mora na localidade de Rio Corrente, em Irati. Segundo ela, a preocupação com os familiares brasileiros é constante, pois a pandemia está fora de controle no país. A estudante diz não sentir falta da vida social. “Eu fico preocupada com a família no Brasil, pois os casos de Covid-19 estão muito altos. Eu me preocupo também com as minhas crianças aqui, que logo vão para a escola. No momento, elas têm aula online, mas vai chegar o momento em que terão aula presencial. Com relação à vida social, eu não sinto falta, já que antes da pandemia eu não era sociável”, brincou.
A pandemia vem causando mais tensão e estresse na família de Cleuzimara. “Minhas crianças por exemplo, ficam extremamente irritadas por não poderem ter contato com outras crianças. Outro fator negativo é ver muitas pessoas conhecidas e próximas morrendo, isso gera um grande estresse”, frisou.
Como forma de administrar esta situação, Cleuzimara decidiu fazer um curso de francês online. “Agora, eu estou podendo fazer, são seis horas por dia durante um ano. Estou tendo a oportunidade de evoluir durante este período, não deixar este período tão deprimente e vazio, e estou fazendo uma coisa positiva para mim”, finalizou.
Cleuzimara nasceu em Prudentópolis, onde morou até os 20 anos. Depois, residiu em Irati por 14 anos, onde fez faculdade de Letras, com habilitação em inglês. Ela foi para o Canadá em 2019 para estudar francês, língua oficial do país. Ela já tomou a primeira dose da vacina da Pfizer. A segunda dose deve ser aplicada em setembro. Sua filha de 14 anos também já recebeu a primeira dose da imunização.
Números – Segundo informações da Agência Reuters, as infecções por Covid-19 estão caindo no Canadá. A média diária de casos está em 2176, número 25% menor ao verificado em 16 de abril, quando foi registrado o pico de contaminações no país. Desde o início da pandemia, o Canadá registrou 1.389.508 infecções e 25.679 mortes relacionadas ao coronavírus desde o início da pandemia.
