Programa Ecotroca será retomado em março com ampliação aos bairros Lagoa e Vila Nova

02 de março de 2026 às 21h47m

Programa é uma iniciativa da Prefeitura para oportunizar a troca de lixo reciclável por alimentos frescos produzidos localmente/ Marina Bendhack com entrevista de Paulo Sava e Juarez Oliveira

Programa Ecotroca será retomado em março. Foto: SECOM

Resumo

  • O Programa Ecotroca volta em março e passa a atender também os bairros Lagoa e Vila Nova, mantendo a troca de 3 kg de recicláveis por 1 kg de alimentos.
  • Moradores dos bairros atendidos devem se cadastrar nos CRAS, via CadÚnico, até 16 de março.
  • Recicláveis precisam estar limpos, secos e bem armazenados para troca.

O programa EcoTroca, que troca lixo reciclável por alimentos da agricultura familiar, será retomado pela Prefeitura de Irati no mês de março, com ampliação aos bairros Vila Nova e Lagoa. O secretário de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar, Amilton Luiz Brandalise (Ake) e o secretário de Meio Ambiente, Alessandro Trybek, deram detalhes sobre a retomada do Programa, em entrevista à Najuá.

O Ecotroca teve início em 2016, último ano da administração do prefeito Odilon Burgath, e teve sequência nas duas gestões de Jorge Derbli. Na atual administração, o programa foi retomado no mês de setembro de 2025, sendo realizada a primeira entrega no mês de outubro, seguido de trocas no mês de novembro e dezembro e uma pausa nos meses de janeiro e fevereiro. A proporção das trocas é de 3 kg de lixo para 1 kg de alimento, informa Trybek.

“Nesse período a gente teve formalizado em torno de 2 mil e 800 kg até 3 mil kg de material reciclável. Porém, a gente pode chegar até na casa dos quatro, quatro e trezentos. Porque o pessoal, às vezes, não leva só o três para um. Ele já tá com o material lá, às vezes, que vai para a rota, mas ele aproveita e leva. E não tem problema no sentido de levar lá, então a gente recolhe. Há, às vezes, uma exceção no sentido de peso, mas que é, em vez de indo fora em outro momento, a gente acolhe. Já dá um respaldo muito bacana e muito legal que, no quesito reciclagem, favorece muito”

“Teve muitas pessoas que, em vez de levar 15 quilos, levava 20 quilos, 25 quilos e a gente perguntava ‘você vai levar de volta esse lixo pra uma outra troca?’, ‘Não, deixe que fica aí. É um lixo reciclável que eu tô reciclando na minha casa, já vai pro destino final’ ”, complementa Ake.

No mês de março o programa será retomado e além dos bairros que já eram atendidos como Fragatas, Pedreira, Vila Raquel e Vila Matilde, os moradores da Lagoa e Vila Nova também serão contemplados. Além disso, Ake diz da possibilidade de estender a EcoTroca para mais dois bairros, que ainda não foram definidos, a partir do mês de junho.

Cadastro

Para ser beneficiado pelo programa, é necessário residir nos bairros atendidos e fazer um cadastramento nos CRAS, explica Ake. “É feito um cadastramento nos CRAS próximos ali, através do CadÚnico, o pessoal da assistência que tem nos ajudado também nesse projeto. Então é feito um cadastro e essas pessoas que passam pelo cadastro terão direito a fazer essa troca de reciclado por alimentos”, relata o secretário. Os cadastros podem ser feitos até o dia 16 de março e os pontos de entrega são informados por um grupo no WhatsApp com as pessoas cadastradas.

Trybek enfatiza que a Secretaria de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar é gestora do programa, mas ressalta que o programa tem envolvimento de outras secretarias. “Tem o envolvimento da Secretaria da Assistência Social, Planejamento e Meio Ambiente. Essa fusão cria corpo para a administração trabalhar e poder atender essas pessoas que estão cadastradas. O cadastro em si ainda vai, se não estiver enganado, até 16 de março, é via CRAS e para cada vez pensando em projetar e ampliar mais, porque essa é uma ação que realmente dá um respaldo. E hoje, nesse sentido do viés sustentabilidade, a gente também visa atender as ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) que seria a questão do consumo e produção sustentável e também das cidades sustentáveis. Ele já tem um número de pessoas que é atendido, já tem um volume de material reciclado que já deu um resultado positivo tanto para a comunidade, como para o poder público, incentivando a situação da reciclagem, fomentando a economia para a cooperativa ou associação que trabalha dentro da triagem do lixo reciclável”, ressalta o secretário do Meio Ambiente.

Materiais recicláveis aceitos

O Secretário da Agropecuária frisa que são aceitos quase todos os tipos de materiais recicláveis, mas que há limitações importantes. “O material precisa estar sempre limpo, seco e bem organizadinho em sacos de lixo ou um outro vasilhame que facilite a logística do recolhimento. Mas, no geral, ele pode levar plástico, pode levar papel, pode levar papelão, pode levar o vidro também, pode levar o plástico que tem inúmeros tipos, tem PET, tem o produto de limpeza. Esse você pode levar tranquilamente. O que a gente não vai aceitar é material como rejeito, telha, rejeito de construção, essas coisas a gente não aceita. Relacionado à questão da indústria mesmo, às vezes tem material que é envolvido de lataria e pintura, então, tem coisas que a gente não aceita. Mas, no geral, ele estando limpinho, o material organizado, seco, a gente recolhe e encaminha para triagem para identificá-lo, o que é o PET, o que é a sacola”, explica Ake.

Secretários Alessandro Trybek (Meio Ambiente) e Amilton Luiz Brandalise (Ake, da Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar). Foto: João Geraldo Mitz (Magoo)

Alimentos da agricultura familiar

Os alimentos fornecidos pelo programa são produzidos localmente e oriundos da agricultura familiar, diz Ake. “Vem da agricultura familiar, nós entregamos quase 900 kg já de alimentos da cooperativa Ascorg, do Guamirim. Tem que ser através de uma cooperativa, onde os associados entregam para a cooperativa e a cooperativa entrega para o Eco Troca. Eu não tenho o valor exato que já foi, porque varia de produto para produto. São vários produtos que são entregues dentro desse processo, mas nós temos o recurso, que é o recurso próprio da prefeitura, onde está sendo investido nesse programa”, informa o secretário.

Investimentos em sustentabilidade

Seguindo a direção do fomento à sustentabilidade e à bioeducação, foi criado pela Prefeitura o mascote do meio ambiente, o Natureco. Alinhado a isso, a Secretaria de Agropecuária, juntamente à Secretaria de Planejamento, criou um programa adjacente, o EcoTroquinha, declara Ake. “A gente fez o projeto EcoTroquinha, que vai beneficiar 600 crianças, nesse primeiro momento. Deve começar a partir de abril, maio, onde a criança também vai reciclar, vai levar e vai receber uma fruta, alguma outra coisa, em troca disso. Também [proveniente] da agricultura familiar, para que possamos incentivar as crianças a fazerem esse tipo de reciclado”, diz o Secretário de Agropecuária.

Trybek avalia que o município de Irati se tornou referência para o estado em sustentabilidade. “O município de Irati está caminhando muito bem, ele é um espelho para os demais aí, em nível regional, em nível estadual, até porque a gente também já teve estações agora do Aterro Zero, onde está sendo a destinação final totalmente adequada, onde você tem um reaproveitamento energético desse resíduo que está sendo gerado aqui em Irati, que fica próximo à região de Ponta Grossa, a empresa que é para esse serviço. Então, Irati está caminhando muito bem, a gente tem uma estrutura que possibilita a gente conseguir trabalhar a situação, um dos exemplos é o Complexo Gari, hoje o Complexo Gari avalio que é o coração do meio ambiente, porque é lá onde a gente tem as cooperativas instaladas, a questão do transbordo, os ecopontos”, conclui o secretário.

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