Prefeito de Prudentópolis migra para o PSDB

03 de outubro de 2015 às 14h47m

Adelmo Klossowski, que chegou a ser sondado pelo PSC, deixou o PR e se filiou ao PSDB. Ele também assumiu a presidência do diretório local do PSDB
Da Redação, com reportagem de Élio Kohut

Cassação de Gilvan

Adelmo foi eleito vice-prefeito de Prudentópolis por duas vezes consecutivas. Nas duas oportunidades, era filiado ao PR. Adelmo assumiu o comando do executivo após a cassação do mandato do ex-prefeito Gilvan Pizzano Agibert neste ano. Gilvan foi preso no dia 12 de fevereiro, no momento em que recebia, de um empresário do segmento da coleta de lixo, um envelope com R$ 20 mil, segundo informações do GAECO. O prefeito acabou tendo a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça, mas foi solto uma semana depois. O PPS decidiu expulsar Gilvan do partido. Já a Câmara de Prudentópolis cassou o mandato de Gilvan em decisão unânime (13 votos).

Em março, o Ministério Público do Paraná apresentou à 2ª Câmara do Tribunal de Justiça, denúncia contra Gilvan pela prática de 23 crimes. O ex-prefeito é acusado de falsidade ideológica, desvio de rendas públicas, utilização indevida de bens do município, corrupção passiva, concussão (exigência de vantagem indevida), crimes contra a lisura nas licitações e advocacia administrativa qualificada (ou seja, favorecimento de interesses particulares de terceiros).

Durante o período de abertura de “janela”, ou de transição partidária, o prefeito Adelmo Klossowski deixou o Partido da República (PR) para se filiar ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). O prefeito de Prudentópolis chegou a ser sondado pelo Partido Social Cristão (PSC).

“Minha opção pelo PSDB se fundamenta em três motivos-chave. O primeiro deles é que, enquanto no PR, eu estava desamparado de lideranças políticas, tanto em nível estadual quanto federal”, sustenta o prefeito.

O segundo motivo elencado pelo prefeito para justificar a migração de partido é a simpatia que sempre teve pelo PSDB, até mesmo pelas lideranças políticas que o representaram, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os senadores José Serra e Aécio Neves.

Por fim, ele credita a mudança ao fato de o governador Beto Richa, também tucano, defender a bandeira de um “governo municipalista”. “No meu entendimento, o Paraná está começando a sair da crise. Seguramente, o Paraná vai sair da crise antes que o governo federal; e nós precisamos do apoio do governo, porque nosso município é carente, pelo tamanho, pela sua grandiosidade, tem um orçamento que não condiz com aquilo que necessita. Sendo o governador Beto Richa um governo municipalista, com certeza, vamos cobrar, sim, investimentos no nosso município”, argumenta.

Klossowski assumiu também a presidência do diretório local do partido. O PSDB já está articulando com outras siglas uma possível composição para as eleições do ano que vem. “O prefeito não pode se isolar em seu partido; precisa de parcerias para realizar uma boa administração”, complementa.

Ele não descarta a possibilidade de uma disputa majoritária em 2016 e já se apresenta como pré-candidato à Prefeitura. “Estamos fazendo um trabalho que considero diferenciado, porque realmente é voltado ao bem comum. Fizemos vários ajustes necessários em nosso município. Hoje todo mundo sabe a crise que o Brasil enfrenta, com o governo federal apresentando orçamento com déficit de R$ 30 bilhões. É um ano atípico, um ano em que se precisa muita criatividade, saber gastar o dinheiro com qualidade e transparência. Isso nós estamos fazendo”, conclui.

© Élio Kohut

Adelmo assumiu o comando do executivo prudentopolitano após a cassação do mandato de Gilvan Agibert

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