A Comissão Especial de Investigação, instaurada na Câmara de Irati para investigar possíveis irregularidades cometidas pelo vice-prefeito Oscar Renato Berger (PMB) está na fase de conclusão do relatório. O prazo para elaboração do documento, que será emitido com base nas oitivas de testemunhas e da defesa dos acusados, deverá ser votado até o fim da tarde desta terça-feira, 17, e posteriormente será protocolado na secretaria da Casa. As oitivas foram encerradas no dia 3 de maio. O prazo para apresentação de defesa de Berger se encerrou nesta segunda-feira, 16.
Depois da votação, caso seja aprovado pela Comissão, o relatório deverá ser discutido no plenário da Câmara. Se for aprovado pelos parlamentares, o relatório segue para investigação do Ministério Público (MP). Caso seja reprovado, a denúncia será arquivada.
De acordo com o relator da CEI, o vereador Hélio de Mello (PMDB), após a conclusão e aprovação do relatório, todos os vídeos com as oitivas realizadas pela comissão estarão disponíveis no site da Câmara. Os arquivos serão publicados somente depois da votação do relatório na CEI para que não haja nenhum tipo de influência neste processo. “Tudo aquilo que vier dentro do relatório, dentro do que a CEI ouviu, entendeu e dentro do que a lei concede, o relatório será confeccionado, e também para que não haja outras forças tentando tecer um relatório antes do parecer final da própria comissão”.
Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, a votação do relatório em plenário deve acontecer na próxima sessão ordinária, marcada para segunda-feira, dia 23.
Relembrando o caso
Durante a sessão ordinária do dia 04 de abril, a Câmara de Irati instaurou uma Comissão Especial de Investigação (CEI) com o objetivo de investigar irregularidades cometidas pela administração municipal. Uma denúncia que envolve o vice-prefeito Oscar Renato Berger chegou ao legislativo. Ele teria utilizado maquinário e funcionários públicos para realizar uma obra de cascalhamento em passeio na frente de um terreno particular, localizado no bairro São Francisco, que fica ao lado de sua oficina.
Em outro caso, o vice-prefeito teria dado uma ordem de serviço para que fosse realizada uma obra de terraplanagem em um terreno particular na comunidade de Pinheiro Machado. Berger alega que, nos dois casos, está sendo vítima de perseguição política.