Homem detido durante a festa do Pinhão em Inácio Martins havia sido condenado por cometer sete homicídios
Da Redação
Um homem que participou de uma chacina em Curitiba foi preso em Inácio Martins no domingo, 30. Policiais da Rotam realizavam patrulhamento na área interna do Parque Municipal Paulo Dallegrave durante a festa do Pinhão, no terceiro dia da festividade, quando abordaram um homem em atitude suspeita.
Ele não portava objetos ilícitos. Porém, a sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) apresentava divergências com o sistema da Secretaria de Segurança Pública do Paraná. A CNH falsa foi comprada em um grupo de WhatsApp em Curitiba pelo valor de R$ 1 mil, segundo o suspeito.
Ao ser questionado sobre sua identificação, o homem inicialmente informou o nome do irmão. Posteriormente, os policiais conseguiram identificá-lo e constataram que ele possuía um mandado de prisão em aberto expedido pela 2ª Vara de Execuções Penais de Curitiba pelo artigo 121 do Código Penal (matar alguém). Segundo a PM, essa condenação ocorreu em função de sua participação em uma chacina registrada em 2010 em Curitiba, onde seis pessoas foram mortas.
Segundo o setor de Comunicação da 8ª Cia, o homem detido cometeu um total de sete homicídios e ainda foi condenado pelo crime de falsa identidade, ou seja, quando alguém tira vantagem em proveito próprio ou alheio. O suspeito foi encaminhado até a Delegacia de Irati.
Chacina em Curitiba
Conforme informações do jornal Folha de Londrina, no dia 29 de janeiro de 2010, três homens e três mulheres foram assassinadas no bairro Barreirinha, em Curitiba. Uma das vítimas foi o ex-detento André Antônio Moraes, de 28 anos. Além dele também foram assassinados: Marcelo Rodrigo Apolônio Estevam, 22, Anderson Reis, uma mulher identificada somente por Márcia e duas adolescentes, sendo uma de 14 anos e outra com 16 anos, que estava grávida de sete meses. Uma sétima pessoa foi baleada, mas sobreviveu. Cápsulas de pistola calibre 40 foram encontradas no local da chacina. As mortes ocorreram num beco conhecido como ponto de tráfico de drogas.
Alguns dias após as mortes, cinco homens foram presos suspeitos de envolvimento no caso. Conforme informações publicadas na época pelo jornal Gazeta do Povo, os detidos portavam drogas, uma pistola calibre 40, que teria sido utilizada na chacina, dois revólveres calibre 38, dois carros roubados e documentos furtados de veículos e de pessoas. Além do bairro Barreirinha, as prisões ocorreram no Sítio Cercado, bairro Santa Cândida e também em Pinhais, na região Metropolitana de Curitiba (RMC).
O delegado chefe da Delegacia de Homicídios (DH), Hamilton da Paz, disse na ocasião que a chacina ocorreu em função de uma disputa entre quadrilhas de traficantes que buscavam o controle da região. Todos os presos já tinham passagens anteriores pela polícia.