Além do corte de eucalipto, foi constatada a supressão vegetal de várias espécies nativas da Mata Atlântica
Da Redação, com informações da Polícia Ambiental
Uma denúncia de queimada e destoca ilícita levou a Polícia Ambiental até uma fazenda na localidade de Santana, no interior do município de Ipiranga, na tarde de quarta-feira (1º). Ao vistoriar o local, a equipe detectou o corte de grande proporção de eucaliptos.
Outras irregularidades ambientais foram constatadas no local, como a supressão de vegetação em estágio médio de regeneração do bioma Mata Atlântica, que inclui espécies como vassourão branco, canela-guaica, mamica de porca, entre outras, numa área correspondente a 14,6 hectares.
Na mesma fazenda, foram encontrados 380 metros cúbicos de lenha nativa. O responsável pelo local não apresentou autorização legal para o corte de madeira, expedida pelo órgão ambiental competente (IAP). Por isso, foi lavrado o boletim de ocorrência. Uma cópia foi encaminhada ao escritório regional do IAP em Ponta Grossa para as providências na esfera penal e administrativa, com a estipulação de multa pelo dano à flora.
O material lenhoso permaneceu armazenado no local do corte. O dono da fazenda ficou como responsável. Ele foi orientado e advertido verbalmente sobre a continuidade do corte.
Na localidade de Taboão, em torno das 14h, a Polícia Ambiental apurou denúncia similar,mas não foi constatado nada de irregular. Ali foi verificado o corte de eucaliptos e, perto do local, observado que havia uma rede de esgoto da Sanepar e corte de vegetação nativa. No entanto, durante a fiscalização, foi apresentada a autorização ambiental emitida do IAP para o corte de árvores, para ampliação de projeto de utilidade pública de interesse social.