Petição solicita transformação da Cachoeira do Pinho em Parque Ecológico

05 de abril de 2019 às 07h32m

Local fica a 12 km do centro de Irati e recebeu uma grande visitação durante o verão

Paulo Henrique Sava
A Cachoeira do Pinho de Baixo é um dos locais mais visitados de Irati. No último verão, houve um crescimento expressivo no número de visitantes ao local em relação a anos anteriores. Por este motivo, o município de Irati está organizando diversas ações para assumir a propriedade daquela área e transformá-la em um Parque Ecológico. A primeira delas é uma petição online, denominada “Ajude a transformar a Cachoeira do Pinho em Parque Ecológico”. Basta clicar aqui para assinar a petição.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Emiliano Rocha Gomes, e a jornalista Fernanda Hraber, do Jornal Folha de Irati, participaram do programa Espaço Cidadão na última quinta-feira, 28, e falaram sobre o assunto. O projeto foi iniciado em 2018 com o ex-secretário da pasta e atual chefe de gabinete, Luiz Antônio Ico Andreassa. Até agora, 508 pessoas assinaram a petição.
Para acessar e assinar a petição, basta clicar aqui.
“É importante a participação da sociedade para podermos acumular assinaturas e levar isto para a Copel e a Eletrobrás, e fazer a sensibilização de que esta área que pertence e está sob responsabilidade deles, que possam olhar esta ideia de que a comunidade está se movimentando para poder ceder este espaço e a gente, com a iniciativa privada, através dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente e de Turismo, executar um projeto eficaz para o futuro do espaço”, frisou Emiliano.
O secretário comenta que o novo Parque poderá atrair turistas e aquecer a economia do município, movimentando inclusive a produção de queijos e vinhos da comunidade do Pinho de Baixo. Além disso, o município poderá receber o ICMS Ecológico.
Fernanda ressalta a relevância histórica e cultural da comunidade do Pinho para Irati, devido principalmente à presença da cultura italiana na região. Caso o Parque seja criado, Emiliano cogita sugerir a criação de uma “rota italiana” no município.
“A nossa cidade tem muitos potenciais e até outras cachoeiras no centro da cidade (em referência à Cachoeira do Dallegrave, atrás do Morro da Santa), a 200 metros da BR 277. Podemos começar este diálogo, esta discussão para fortalecer outros lugares também, e não ficarmos isolados apenas em uma opção, em uma cachoeira, mas podermos desmembrar estas belezas naturais que temos tanto na cidade quanto no interior”, comentou.

Parceria com a Unicentro

Outro ponto importante para o andamento do projeto é a parceria com a Unicentro e com o turismólogo Ricardo Barby, na opinião de Emiliano. “O Ricardo é um turismólogo que tem uma afinidade com o local e diz que ‘a cachoeira é minha segunda casa’. Ele conhece bem e explorou toda a área e tem um apreço, assim como muitas pessoas que vão ali. Acabamos criando um afeto pelo ambiente e queremos que outras pessoas tenham esta oportunidade”, opinou.
Diversas ações vem sendo realizado há muitos anos pelos acadêmicos do curso de Turismo da Unicentro na comunidade do Pinho. Estas atividades envolvem também outros cursos da instituição. “Tenho certeza que, se der certo este projeto e esta área realmente pertencer ao município futuramente, a Unicentro terá um papel muito importante porque eles têm a parte técnica e vão colaborar demais com as ações a serem desenvolvidas na cachoeira”, frisou.
Emiliano acredita que outras atividades podem ser realizadas na comunidade. “(O local) pode ser explorado de diversas maneiras neste sentido. Eu acho que tem a agregar, ainda mais quando se trata de natureza. O vínculo, a base principal que esta conexão entre todos nós e já é natural, fazendo todas estas atividades com certeza elas terão mais força, mais vigor. Certamente todos terão benefícios”, frisou.

Acesso

Para facilitar o acesso, foi licitada recentemente a pavimentação da estrada que liga a BR 277 ao Pinho de Baixo. Fernanda, que freqüenta o local, opina que o poder público se interesse pela área antes que ela sofra com a ação do homem. “É bem interessante o poder público querer tomar frente disto para transformar aquele lugar tão bonito antes que ele seja depredado. Infelizmente, já tem a ação do homem, pois tem lixo lá. É importante que o município volte os olhos para estes locais”, finalizou Fernanda.
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