Paroquiano relata dificuldades para confecção da cruz da Paróquia São Miguel

02 de outubro de 2023 às 19h36m

Ângelo Fernandes conversou com nossa reportagem e relatou as dificuldades que enfrentou desde a confecção até o dia da colocação da cruz/Paulo Sava

Cruz colocada no alto da Paróquia São Miguel, em Irati. Foto: Paulo Sava

Na última quinta-feira, 28, foi oficialmente abençoada e iluminada a nova cruz da Paróquia São Miguel, de Irati. A celebração contou com a presença do bispo diocesano, Dom Sérgio Arthur Braschi.

Um personagem foi essencial para que o artefato fosse confeccionado: Ângelo Fernandes, paroquiano da comunidade que trabalha com metalurgia. Ele, que foi o responsável por confeccionar a nova cruz, conversou com nossa reportagem e relatou as dificuldades que teve durante o processo de confecção da cruz até o dia de sua colocação no alto da torre da igreja.

Ângelo conta que a confecção da nova cruz surgiu a partir de uma reunião do Conselho Pastoral da Comunidade, na qual o Padre Álvaro Nortok, pároco da Paróquia, reclamou da dificuldade para fazer a manutenção da cruz existente no local. “Eu até sugeri a ideia de que, fazendo uma cruz nova e moderna, de inox, já com a iluminação de LED, traria menos manutenção. Então, não encontrando quem fizesse esta cruz, eu mesmo me propus a fazer”, comentou.

Ângelo Fernandes, um dos responsáveis pela colocação da cruz na Paróquia São Miguel. Foto: Reprodução Facebook

O paroquiano enfrentou problemas com os vidros colocados na cruz e com o guindaste, que, no dia 13 de setembro, já estava disponível para a colocação do artefato. Entre as dificuldades enfrentadas pelo profissional para o trabalho, estava a previsão de chuvas para aquela tarde, o que acabou se confirmando.
“Até tinha uma previsão de chuva à tarde, e o guindaste que estava aqui não tinha o cesto, pois existem uma série de normas para que ele seja utilizado. Em Irati não conseguimos guindaste com o cesto com as normativas necessárias. Ligamos para o dono de um guindaste em Curitiba e ele se propôs a trazer, chegando quase 14 horas em Irati”, contou.

Quer receber notícias pelo WhatsApp?

Ângelo e sua equipe não tinham noção dos problemas que poderiam encontrar no alto da torre, o que causou uma certa preocupação nos profissionais. “O trabalho seria bem complicado porque não sabíamos o que poderia acontecer e não tínhamos noção do que havia lá em cima. Quando começamos este trabalho, tivemos que tirar uma série de coisas até descobrirmos onde iríamos fixar a nova cruz. Foi uma corrida contra o tempo, o guindaste não alcançou, mas demos um jeitinho e colocamos ela. Terminamos o trabalho depois das 18 horas, já estava chovendo, soldamos na chuva e nem nos demos conta de que o dia seguinte seria a Exaltação da Santa Cruz”, destacou.

Inicialmente, o operador do guindaste que havia sido contratado se recusou a fazer o trabalho com tempo chuvoso. Porém, Ângelo não sentiu medo em momento algum e o convenceu de que continuasse ajudando a colocar a cruz. “Eu até insisti com ele, dizendo que seriam só mais alguns minutos, e medo eu não tive em momento algum, sempre com aquela vontade de deixar pronto e que tudo ficasse em ordem”, frisou.

No dia seguinte, foi feito um teste da iluminação, que funcionou perfeitamente. Ângelo acredita que todo o trabalho foi feito no tempo de Deus. “É tudo no tempo de Deus mesmo, tudo acontece no seu tempo e ficou esta marca para a cidade que, de onde você olha, está lá a cruz bem iluminada e nossos netos vão vê-la porque é de inox e não vai se deteriorar com o tempo”, enalteceu.

Padre Álvaro acompanhou todo o trabalho de colocação da cruz de perto. Ele disse que, mesmo com todos os equipamentos de segurança utilizados pelos profissionais que fizeram o trabalho e também com toda a preparação que eles possuem, sentiu medo por conta da chuva que caía naquele dia.

“Eu, que estava embaixo, fiquei com medo porque eles estavam os três instalando a cruz e, mesmo com toda a segurança e cursos de formação, é uma altura de quase 30 metros e o vento estava muito forte no dia 13. No dia 14, dia da Exaltação da Santa Cruz tivemos a graça de ter um lindo sol. Então é Deus quem comanda as coisas e São Miguel nos mostra isto. Quem como Deus? Só ele mesmo”, destacou.

Ângelo classifica o resultado do seu trabalho como gratificante e diz que a cruz passará a ser uma referência para a cidade e a Paróquia São Miguel. “Cada vez que olharmos para a Paróquia São Miguel, para mim a cruz vai ser a referência, que nos traz vários pensamentos e é onde aconteceu o sacrifício que trouxe a nossa salvação. Através de tudo isto, vem um sentimento enorme de missão cumprida”, comentou.

Ângelo relatou dificuldades para a confecção e a colocação da nova cruz da Paróquia São Miguel. Foto: Paulo Sava
Este site usa cookies para proporcionar a você a melhor experiência possível. Esses cookies são utilizados para análise e aprimoramento contínuo. Clique em "Entendi e aceito" se concorda com nossos termos.