Promotora Gabriela pede informações ao prefeito sobre o uso do maquinário na obra em frente a antiga Anapci
Jussara Harmuch
A Promotora de Justiça, Gabriela Cunha Melo Prados estipulou prazo de 10 dias para que o prefeito de Irati Jorge Derbli (PSDB) preste informações a respeito do fato recebido pelo Ministério Público no dia 20 de junho, de que máquinas das empresas do atual gestor municipal -Derbli Locação de Equipamentos e Construtora Tangará -, estariam sendo operadas no entorno das ruas Valdomiro de Oliveira Franco e Natália Tonial Boff, nas proximidades da antiga Associação do Núcleo de Apoio do Portador de Câncer de Irati – Anapci, prédio que vai receber a extensão da Clínica Oncológica do Hospital Erasto Gaertner.
A prefeitura realiza obras no local desde o mês de maio onde foram aplicados 1.064 metros quadrados de pavimentação asfáltica no local, utilizando 132 toneladas de CBUQ, conforme consta no site da prefeitura.
De acordo com a Lei de Licitações (8.625/93), servidor ou dirigente público não poderá participar ou ter vínculo, direta ou indiretamente de licitação ou execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens.
Procurado, o prefeito Derbli justifica que se trata de doação particular para o braço do hospital Erasto Gaertner, que foram usadas máquinas da empresa dele “somente em um dia e somente na quadra do hospital”, devido à falta destes equipamentos por parte da prefeitura.
{JIMG1}Ele disse que já fez outras doações particulares anteriormente, de uma ambulância, e vai doar um terreno de 15 mil metros quadrados com uma obra de mil metros quadrados em execução. Nas contas dele, de 180 pacientes com câncer, 150 não precisarão mais se deslocar para Curitiba depois que a unidade estiver operando.
Sobre o asfalto, falou que “quando veio a notícia que o Erasto [unidade descentralizada de Irati] ia se instalar na antiga Anapci eu falei para o diretor Adriano [Adriano Lago superintendente do hospital] que não era uma rua pavimentada e eu fazia questão de pavimentar como cortesia pela minha empresa, embora eu sei que é uma via pública e pela lei não pode. Nos dias que a prefeitura estava fazendo a pavimentação, naquela quadra especificamente, somente naquela quadra, foram pavimentadas três quadras, a prefeitura não tinha equipamento, fibra acabadora e rolo. Aquele dia meu pessoal da minha empresa estava parado e eu mandei ir até lá para fazer. Mandei, assumo, trabalharam um dia e não cobrei um real.”
Derbli lamenta os comentários publicados em rede social. “Fiz e ninguém de Irati, estas pessoas que estão de plantão neste facebook, vai me impedir de ajudar o hospital. Se quiserem me prender que venham, mas que eu vou ajudar eu vou. Estas pessoas se adotassem de toda vez que fizessem uma crítica pelo facebook dessem um real, ficaria muito mais fácil para Irati”.