Vídeos mostraram cachorro sendo puxado por corda por mais de dois quilômetros; idoso de 75 anos foi indiciado por maus-tratos

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o caso de maus-tratos a um cão registrado em Ponta Grossa, que ganhou repercussão após a divulgação de vídeos mostrando o animal sendo puxado por um veículo em movimento. Assista aqui.
Segundo a polícia, o animal, da raça Pastor Alemão, foi obrigado a acompanhar o carro preso por uma corda, percorrendo uma distância superior a dois quilômetros, apresentando sinais de exaustão. Em alguns momentos, conforme o depoimento de testemunha, o cão chegou a ser arrastado por parte do trajeto.
Após a conclusão das diligências, a autoridade policial do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa indiciou um homem de 75 anos, antigo proprietário do veículo, pelo crime de maus-tratos contra animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais.
Investigação identificou o condutor
Durante a investigação, a Polícia Civil ouviu a pessoa responsável por registrar as imagens, que relatou o trajeto percorrido pelo veículo e a situação do animal. O atual proprietário do automóvel também prestou depoimento e comprovou que havia adquirido o carro após parte dos fatos registrados, colaborando para a identificação do condutor no momento do ocorrido.
Com a conclusão do inquérito, o relatório final foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que analisará o caso. Caberá ao Poder Judiciário decidir sobre eventuais medidas e o destino definitivo do animal.
Animal permanece com tutor
De acordo com a Polícia Civil, o cachorro permanece sob a guarda do tutor. A decisão foi baseada em laudo clínico e comportamental veterinário, que indicou ausência de lesões físicas imediatas, ferimentos nas patas ou traumas cervicais.
O documento também apontou que o animal apresenta boas condições de saúde e manejo adequado no momento.
Polícia orienta sobre denúncias
A Polícia Civil reforçou a importância de que casos de maus-tratos sejam denunciados, preferencialmente com envio de vídeos e outras provas diretamente aos órgãos competentes.
A corporação também orienta que a divulgação precoce em redes sociais seja evitada, já que pode prejudicar o andamento das investigações, gerar acusações equivocadas e até resultar em responsabilização civil e penal de quem compartilha as imagens.