Ministério Público denuncia dentista por abuso sexual contra criança da própria família em Teixeira Soares

18 de março de 2026 às 19h15m

Caso teria ocorrido em 2009, quando a vítima tinha 10 anos; investigado está preso e responde a outras ações penais

Fórum da Comarca de Teixeira Soares. Foto: Najuá. Reprodução não permitida

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria de Justiça de Teixeira Soares, denunciou um homem pela prática de abuso sexual contra uma criança da própria família. Os fatos teriam ocorrido em 2009, quando a vítima tinha 10 anos de idade.

De acordo com a investigação, o acusado teria se aproveitado da relação familiar e da posição de confiança para cometer os abusos em diferentes ocasiões. Os episódios teriam acontecido em uma chácara da família, inclusive durante momentos de convivência, como quando assistiam televisão ou estavam na piscina.

Segundo o MPPR, em uma das situações, a vítima teria acordado durante a noite e percebido o investigado praticando toques inadequados. Outros casos semelhantes também teriam ocorrido em ocasiões anteriores, embora sem datas precisas.

A promotora de Justiça Ráisa Cruz Braga afirmou que a denúncia foi formalizada na segunda-feira (16) e tramita sob sigilo na Vara Criminal de Teixeira Soares. O denunciado está preso e responde a outros processos por crimes da mesma natureza.

Ainda conforme a promotora, durante as investigações, outras mulheres que fazem parte da família ou do círculo familiar relataram situações semelhantes vividas quando eram crianças e adolescentes. Esses depoimentos, segundo ela, indicam um possível padrão de comportamento.

Parte dos relatos, no entanto, não pode mais ser objeto de ação penal devido à prescrição, conforme prevê a legislação. A promotora destacou que isso não invalida os depoimentos, mas limita a atuação do Estado nesses casos.

O Ministério Público também reforçou que está à disposição para acolher outras possíveis vítimas ou pessoas que tenham informações sobre fatos semelhantes. Segundo a promotoria, o relato de novas ocorrências pode ser fundamental para o avanço das investigações e para a proteção de crianças e adolescentes.

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