Lar dos Velhinhos de Rio Azul acolhe 34 idosos

17 de julho de 2018 às 09h35m

Convênios firmados com cinco prefeituras ajudam a cobrir custos básicos de manutenção; arrecadação com eventos é revertida em melhoria do patrimônio da entidade
Da Redação, com reportagem de Rodrigo Zub

© Divulgação

Lar dos Velhinhos de Rio Azul
O Lar dos Velhinhos de Rio Azul, que completou 34 anos em atividade no sábado (14), acolhe, hoje, 34 moradores. A entidade possui espaço para abrigar até 40 moradores. Dos 34 velhinhos, 33 são oriundos de oito municípios da região e um é de um município de Santa Catarina, conforme o assistente social do Lar, Robison Godoy de Almeida. A instituição possui 17 funcionários contratados em regime CLT e outros seis terceirizados, “para fazer a prestação de serviços e dar atendimento com qualidade aos nossos idosos”, aponta.

Além da Expotabaco e da reversão de parte do ICMS através do programa Nota Paraná, do Governo do Estado, o Lar dos Velhinhos tem realizado uma série de eventos para levantar fundos para manter a instituição, como os almoços comunitários.

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“É de conhecimento público que pegamos o Lar numa situação dificílima. Graças a Deus, superamos essa fase. Digamos que está quase na normalidade. O Lar tem muitas dívidas, o que nos obrigou a criar os eventos. Por sinal, a Expotabaco nasceu dessa necessidade. Além da Expotabaco, tivemos um projeto aprovado no Banco do Brasil, um projeto de R$ 50 mil, com o qual foi possível adquirir um carro e cobrir mais algumas necessidades que tínhamos no Lar. Conseguimos fazer uma ação entre amigos com o carro antigo que tínhamos e levantamos mais R$ 30 mil em cima desse carro antigo”, descreve o secretário do Lar dos Velhinhos e diretor artístico e de programação de eventos, Miguel Zub.

O projeto ao qual o secretário se refere é o “Envelhecendo com Dignidade”, através do qual o Lar dos Velhinhos firmou convênio com a Fundação Banco do Brasil, no valor de R$ 50 mil, e adquiriu um automóvel, utensílios de cozinha, freezer, geladeira, fogão a lenha, computador e impressora.

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“Só para se ter uma ideia, no nosso primeiro ano, que nossa necessidade era maior, nossas promoções renderam em torno de R$ 105 mil. A atual diretoria assumiu no ano de 2016. A necessidade era maior naquele ano. Além da Expotabaco, temos organizado algumas ações entre amigos (rifas), bem como algumas comunidades, como Faxinal do São Pedro,Marumbi e Cerro Azul já nos proporcionaram, cederam e ajudaram também na organização de almoços comunitários. Levantamos um ótimo recurso em todos os eventos que ocorreram e, dessa forma, vamos tocando”, acrescenta o secretário do Lar dos Velhinhos.

Zub também agradece à capela de Água Quente dos Rosas, que repassa a arrecadação de ofertas das celebrações uma vez ao mês. O secretário destaca que as contribuições do povo rio-azulense para a manutenção do Lar dos Velhinhos são sempre muito generosas, assim como o auxílio prestado pelos chamados “anjos de plantão”, de São Mateus do Sul.

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Convênios
O Lar dos Velhinhos hoje possui convênios com as Prefeituras de cinco municípios da região. Quando a atual diretoria assumiu o comando da instituição, em 2016, a entidade mantinha convênio com apenas dois municípios. “É uma briga para conseguir convencer os prefeitos a participar conosco. Levantamos custos, apresentamos às diversas Prefeituras, os custos básicos para a manutenção do que oferecemos ao idoso, não pensando em conservação do patrimônio, só na convivência dos idosos dentro do Lar. Para qualquer melhoria no patrimônio dependemos dos eventos”, afirma Zub.

De acordo com o assistente social, Robison Godoy de Almeida, o Lar dos Velhinhos mantém convênios com as Prefeituras de Rio Azul, Mallet, São Mateus do Sul, Guarapuava e Irati. Para a celebração dos convênios, foi planejado e reformulado o custo das despesas mensais de cada idoso e repassado aos municípios o termo de colaboração, para que as Prefeituras assegurem o direito ao envelhecimento com dignidade para os idosos.

O Lar dos Velhinhos de Rio Azul atende aos parâmetros da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, Resolução 109/2009, do Ministério do Desenvolvimento Social. Essa Tipificação determina as dimensões para os quartos, que não devem acomodar mais do que quatro idosos em cada um. “O Lar já tem um pensamento diferenciado. Em vez de quartos, o Lar contém moradias, que contam com um banheiro adaptado, com copa e dois quartos. Em cada quarto, ficam dois idosos, com uma repartição maior do que a Tipificação vem a falar, para que o idoso mantenha sua individualidade”, comenta o assistente social.

Nessa configuração, o Lar dos Velhinhos contribui para cultivar a privacidade dos idosos, que podem manter seus pertences pessoais com segurança. “Ou seja, para que ele conviva diante da sociedade da mesma forma que convivia antes”, reforça Robison.

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O valor do convênio a ser pago por Prefeitura é determinado pela quantidade de idosos daquele município que o Lar abriga. “O valor por idoso acolhido é de R$ 700”, diz. De Rio Azul, são 14 idosos; São Mateus do Sul tem seis e Mallet, outros seis, por exemplo.

“Na área de saúde, oferecemos psicólogo, assistente social, enfermeiro, médico, terapeuta ocupacional, nutricionista e educador físico. Chegamos ao valor de R$ 700 [mensais por idoso] porque todos os idosos lá têm uma aposentadoria de um salário mínimo [R$ 954] ou gozam de benefício social, que é de um salário mínimo também. Utilizamos no Lar somente 70%, porque, legalmente, 30% são apartados, são deles para uso pessoal. Portanto, os 70% da aposentadoria ou benefício social, mais os R$ 700, fecham nosso custo mensal, que é em torno de R$ 1,3 mil por idoso”, reitera o secretário da entidade.

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O Lar dos Velhinhos possui uma cadeira representativa no Conselho Estadual dos Direitos do Idoso (CEDI-PR), vinculado à Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social (SEDS).

De acordo com o assistente social, um dos requisitos para ter esse espaço no Conselho é que a entidade lute, no dia a dia, para assegurar os direitos do idoso. “Em 2016, houve uma eleição em que a equipe técnica do Lar dos Velhinhos teve que demonstrar vários pontos em que assegurava essa garantia de direitos. Com isso, vai para aprovação do Estado do Paraná e aí são aprovados o titular e o suplente. Poderia ser um titular ou um suplente do Lar dos Velhinhos e outro de alguma instituição do Estado do Paraná, mas naquele momento não havia mais nenhum que estivesse pleiteando a vaga. Eu fiquei como conselheiro titular e o Talbian [RaoniPrzybycz], que é o coordenador e enfermeiro do Lar dos Velhinhos, como conselheiro suplente, para fazer a representação do Conselho entre Ponta Grossa, Irati e União da Vitória”, explica o assistente social.

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