Mutirão da Justiça do Trabalho acontece entre os dias 25 e 29 de maio e pretende agilizar acordos em processos trabalhistas. Neste ano, a mobilização também terá atendimento voltado para Irati e outras cidades do interior do Paraná

Na 10ª Semana Nacional da Conciliação Trabalhista, entre 25 e 29 de maio, a Justiça do Trabalho fará um mutirão para resolver causas trabalhistas via acordo, sem a necessidade de uma sentença judicial. Com o intuito de atender mais pessoas, a movimentação nesse ano irá atender a cidade de Irati, como também outras do interior do Estado.
A inscrição de processos ocorre até 20 de maio no Paraná. No link, você pode solicitar a participação no mutirão através deste link.
O Paraná é referência na conciliação. A comunidade jurídico-trabalhista colabora para a busca de entendimento entre as partes. Por isso, o TRT-PR costuma liderar o ranking nacional de processos conciliados. No mutirão do ano passado, cerca de 29 mil pessoas foram atendidas em todo o estado, com aproximadamente R$ 82,6 milhões em acordos alcançados em mais de 2,1 mil processos.
Em 2024, o TRT-PR liderou nacionalmente o índice de conciliação em processos trabalhistas. Cerca de 55% das 118,2 mil novas ações resultaram em acordo. No ano passado, o indicador foi de 53%, o segundo melhor desempenho dentre os 24 Tribunais Regionais do Trabalho.
A conciliação é uma forma rápida e segura de solucionar as divergências das relações de trabalho. Para os trabalhadores, dá a oportunidade de receber os direitos antes do prazo estimado para a conclusão do processo. Para as empresas, propicia a chance de organizar os pagamentos e encerrar uma pendência trabalhista, o que pode atrapalhar contratações com órgãos públicos e a obtenção de financiamentos, por exemplo.
A campanha de conciliação deste ano adota o slogan “Um acordo muda o jogo”, inspirada em um dos eventos que mais une e mobiliza o país: a Copa do Mundo de Futebol. O destaque é ao diálogo como caminho para a solução consensual de conflitos trabalhistas e associa a conciliação à ideia de mudança de estratégia diante de um conflito.
Trabalhadores(as), empresários(as) e pessoas gestoras de sindicatos ou de negócios com processos em andamento, ou até em decisão judicial, podem participar. A partir disso, a outra parte será convidada para uma audiência conciliatória.