Juiz alegou que cansaço das pessoas envolvidas poderia prejudicar avaliações e decidiu retomar julgamento nesta quarta-feira, 8
Paulo Henrique Sava e Rodrigo Zub, com fotos e informações de Tadeu Stefaniak
O júri popular dos três acusados de matar o garoto Juziel Marcos Remes de Andrade, de 17 anos, terá continuidade nesta quarta-feira, 8, no Fórum da Comarca de Irati. Havia uma previsão de que a sessão de julgamento, iniciada por volta das 10 horas, se estendesse até a madrugada. Porém, no fim da tarde, o Juiz Carlos Eduardo Faísca Nahas decidiu suspender a sessão, pois os procedimentos poderiam ser prejudicados pelo cansaço das pessoas envolvidas.
Durante o dia, foram ouvidas testemunhas de defesa e acusação. Cinco policiais militares que acompanharam o caso prestaram depoimento. São eles: soldados Sobol, Pepe, Bianco, Neto e Everton. Os réus, Luiz Fernando dos Santos (Xuxa), Cléber Fabiano Farias de Souza Martins (Clebinho) e Marcelo Padilha também tiveram a oportunidade de se manifestarem ao corpo de jurados, que é formado por uma mulher e seis homens da comunidade. Nenhum dos acusados negou a autoria do crime. Todos afirmaram que o adolescente foi espancado e morto no local onde o corpo foi encontrado, num terreno baldio na Avenida Vicente Machado no dia 24 de março de 2014. Oito pessoas, entre advogados e assessores, participam do júri na defesa dos réus.
Em alguns momentos foram exibidas fotos de como ficou o corpo do adolescente após ter sido agredido. Antes do início da sessão, o juiz alertou os presentes sobre as cenas fortes que seriam mostradas durante o julgamento. Os familiares de Juziel choravam toda vez que as imagens foram apresentadas.
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Um grande esquema de segurança foi montado no local com a presença de policiais militares e guardas municipais. O plenário dispõe de 41 cadeiras, sendo que 24 lugares foram reservados para os familiares da vítima e dos réus (cada um tinha direito a seis vagas). Cinco lugares foram destinados para os representantes da imprensa iratiense. Com isso, sobraram 12 cadeiras para a comunidade assistir ao julgamento. No período da tarde depois do julgamento ter sido suspenso para o almoço, todos os espaços foram preenchidos pelo público. Cada pessoa que tem acesso ao Tribunal recebe uma senha.
Durante o júri, uma das informações que foi divulgada é que o celular da vítima, que foi roubado no dia do crime, acabou sendo encontrado no armário do local de trabalho de Clebinho, justamente no dia que ele foi detido, no dia 28 de março, cinco dias após o homicídio.
Advogado de defesa avalia que decisão de suspender julgamento foi sensata
O advogado de defesa de Luiz Fernando, Maurício Stecinski, espera que a pena seja aplicada de forma justa. Ele acredita que a suspensão da sessão foi uma decisão acertada do juiz. “O juiz tomou a atitude correta de deixar os jurados tranquilos, fazendo com que descansem, e amanhã, 8, o que se espera no plenário é que seja trazida aos jurados, ao plenário e principalmente à família a verdade real dos fatos e a punição adequada a cada um na medida do que cometeu”, frisou.
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