Filme rodado em Irati será lançado nesta terça (4)

04 de junho de 2019 às 10h18m

“Zé: a vida como ela é” narra a história de personagens simples do interior. Cenas foram gravadas em Irati, com atores locais

Edilson Kernicki, com reportagem de Paulo Henrique Sava 
longa-metragem “Zé: a vida como ela é” será lançado nesta terça-feira (4), em uma sessão especial para convidados, no Cinema.com, às 19h30. Haverá outra sessão de lançamento, aberta a toda a comunidade, na quarta (5), na Paróquia São Miguel, no mesmo horário.
O filme narra a história de Zé, uma personagem do campo, que leva uma vida muito simples e humilde, que se depara com o contraste da vida na cidade, após uma reviravolta que o torna muito rico.
“Zé é um caipira que mora no interior e gosta. Izolina, sua mulher, detesta e tem inveja do primo, que mora na cidade, que tem mais de dez anos que veio para a cidade. Certo dia, eles recebem uma carta desse primo, avisando que ele está vindo passear na fazenda. O primo é um salafrário, que tenta aplicar um golpe, vendendo um bilhete de loteria, afirmando estar premiado, por um valor bem maior. O bilhete estava realmente premiado e Zé acaba vindo para a cidade e realizando o sonho de Izolina”, adianta o diretor e idealizador do filme, o fotógrafo Lúcio Robaskievicz, sobre o enredo do filme.
Ele comenta que a produção se tornou algo muito mais amplo do que inicialmente planejado. O produto, que será exibido em salas de cinema, era previsto apenas para ser apresentado em sessões domésticas, na TV, entre amigos. “Não imaginávamos que chegaria a esse ponto. Quando iniciamos, era para ser um filme para nos reunirmos num final de semana, colocar na TV e assistir entre amigos. Não achávamos que teria essa repercussão”, comenta. Do início das filmagens até o término da pós-produção e a estreia, foi um ano e um mês de trabalho. A reportagem da Najuá acompanhou uma das gravações na localidade de Faxinal dos Antonios. 
A atriz Mila Zanella, que interpreta Izolina, a mulher do personagem-título, diz o mesmo sobre a experiência de fazer um filme. “No começo, era só uma brincadeira. Depois, juntou com essa turma toda, e foi crescendo a cada dia. Estamos esperando aí para mostrar a vocês”, afirma.
“Foi uma festa participar desse filme. Cada gravação era uma comédia”, conta Amilcar Blem da Silva, que faz a personagem Patrão Horácio.
Lúcio começou a rascunhar a produção há cerca de cinco anos, quando em Rio Azul foi lançada uma obra semelhante, o filme “No Meu Tempo Era Assim”. “Por eles terem lançado o filme, achei que ficaria chato lançar um já em seguida. Decidi esperar um tempo e a poeira baixar um pouquinho. Convidei esse pessoal aqui, eles foram loucos de aceitar e acabaram fazendo um trabalho muito bom”, justifica.
O diretor conta que mudou o formato das cenas ao longo do processo, pois queria transmitir naturalidade nas cenas, com diálogos improvisados. “No início, eu entregava o roteiro aos atores, mas achei que estava saindo uma coisa muito artificial. Resolvi tirar o roteiro e só dava a ideia [da cena] para eles. Como eles são bons nisso, acabou saindo de forma muito mais espontânea do que seguindo um roteiro”, explica.
“Nosso filme foi feito por pessoas simples, não há nenhum ator profissional, e conta a história de pessoas do interior”, conta o intérprete do protagonista, Leonilto Cesar Simeonato. “Sou o Zé, tive grande prazer em fazer essa personagem e tenho a certeza de que uma das grandes coisas que aconteceram na minha vida foram esses dias [de gravação]”, comenta.
“Vai ser um grande prazer ver, ouvir e nos assistir na grande tela”, frisa o enfermeiro Agostinho Basso, que participou do elenco. “É uma grande experiência, uma nova experiência. Quero agradecer ao Lúcio por esse convite. Foi maravilhoso participar desse elenco, me diverti muito”, relata o agente universitário Nelson Susko, que fez a personagem Ludovico, pai de Rodolfo, interpretado pelo filho de Susko, Rafael.
O marido de Mila, Valdeci Sérgio Zanella, que faz o personagem Gumercindo, agradece a dona Rosa, que não aparece nas filmagens, mas tem uma importante participação no filme, pois cedeu sua chácara para as filmagens de pelo menos 80% das cenas. “Houve até casos de eles receberem visitas, a visita ficar de fora e nós usufruirmos a residência. Ela foi muito bacana mesmo”, complementa Lúcio.
Maria Inêz Kozlik Robaszkievicz ajudou o marido, Lúcio, na composição do roteiro e fez uma participação como a empregada de Zé.
O enfermeiro Agostinho Basso encarna um cirurgião que opera Zé. “Foi tudo bem na cirurgia e ele sobreviveu”, descontrai.

Ingressos

As exibições serão no Cinema.com, nesta terça (4); na Paróquia São Miguel, na quarta (5); na Paróquia Nossa Senhora da Luz, na sexta (7); na Paróquia São João, no domingo (9); no Riozinho e no cinema de Prudentópolis, na próxima terça (11); no Clube Operário, na próxima quarta (12); no Pirapó, na próxima sexta (14) e, no dia 21 de junho, na Paróquia Nossa Senhoa do Perpétuo Socorro, no Rio Bonito. As exibições serão sempre às 19h30.
Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente na Vídeo Foto e na Rádio Najuá ao preço de R$ 10. Para a exibição do domingo (9), na Vila São João, os ingressos estão sendo vendidos na Secretaria da Paróquia.
Comunidades que desejarem exibir o filme podem entrar em contato com o Lúcio, na Vídeo Foto.  
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