Evento em Irati debate os espaços da mulher na sociedade

21 de março de 2023 às 21h16m

Evento chamado de “Lugar da mulher é onde ela quiser! Desafios e pluralidades” acontece nesta quarta-feira (22), a partir das 13h30, no CT Willy Laars/Texto de Karin Franco, com reportagem de Paulo Sava e Rodrigo Zub

Em entrevista à Najuá, a representante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Marli Traple, e a secretária de Assistência Social, Sybil Dietrich, comentaram sobre os objetivos do evento “Lugar da mulher é onde ela quiser! Desafios e pluralidades”, que será realizado nesta quinta-feira em Irati. Foto: João Geraldo Mitz (Magoo)

Nesta quarta-feira (22) acontece o evento “Lugar da mulher é onde ela quiser! Desafios e pluralidades”, realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Irati. Com palestras e oficinas, o evento discutirá o espaço que as mulheres ocupam na sociedade. O evento será realizado no CT Willy Laars, a partir das 13h30.

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Em entrevista à Najuá, a secretária de Assistência Social, Sybil Dietrich, explicou que o evento traz a experiência de diversas mulheres em espaços distintos. “Tem como objetivo chamar a atenção para um tema importantíssimo para que nós possamos construir uma sociedade com maior igualdade de gênero, que é a valorização da mulher e a importância de elas estarem ocupando os mais diversos e variados espaços. Pensando nessa importância, de ocuparmos diversos espaços, é que pensamos nessa mesa redonda, alusiva ao mês da mulher, trazendo diversas mulheres que estão na área da ciência, no campo, na agricultura, na cultura, na publicidade, na política e para que possamos trocar algumas ideias, compartilhar experiências e nos fortalecer”, disse.

A mesa redonda contará com a participação da secretária estadual da Mulher e Igualdade Racial, Leandre Dal Ponte, que falará sobre a mulher na política dentro do Poder Legislativo e Executivo, e também da vice-prefeita de Irati, Ieda Waydzik, que abordará o assunto no âmbito municipal. A programação ainda conta com a participação da jornalista da RPC de Ponta Grossa, Carla Yarin Fagali, que abordará sobre a mulher na publicidade.

A tarde ainda contará com as falas da diretora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR), campus de Irati, Ana Radis, que vai falar sobre a mulher na ciência; com Terezinha Lima dos Santos, que abordará a mulher na agricultura familiar e no campo, além de Raíssa Negroni, que falará sobre a mulher na cultura. A programação segue com a presença de Samara Pedrozo Coelho, integrante da diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Irati (Aciai) e do Núcleo da Mulher de Irati, que falará sobre a mulher na área empresarial.

O evento terá apresentações artísticas com o Studio de Dança Izabela Proceke e um grupo de dança gaúcha. O local ainda contará com exposição de artesanatos e oficinas de maquiagem, manicure e massagem facial para as mulheres. As oficinas são disponibilizadas pelos parceiros como o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), a Faculdade São Vicente, a Faculdade Campo Real, Provopar e secretaria de Saúde.

Além de ser totalmente gratuito, o evento contará com um espaço Kids, onde as mães poderão levar os seus filhos. “Nós pensamos nessa questão que, muitas vezes, muitas mulheres deixam de participar de muitos eventos que organizamos por conta da dificuldade com as crianças. Apesar de ser um horário que muitas crianças estão na escola, algumas ainda precisam estar acompanhando os pais, avós. Pensamos com muito carinho esse espaço, onde vai ter muita diversão. As mulheres podem ficar despreocupadas, levar as crianças para lá, que elas também vão ter atividades direcionadas para elas”, afirma Sybil.

Durante o evento, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher lançará um Almanaque da Mulher, contendo informações sobre a rede de atendimento à mulher em Irati. “É um almanaque para a mulher carregar na sua bolsa. Os telefones de emergência que ela necessita. Nesse almanaque tem o endereço e telefone de todas as unidades básicas de saúde, parte jurídica, parte educacional. Todas as ferramentas e instituições que a mulher tem direito a utilizar estão nesse Almanaque da Mulher. Além de trazer algumas dicas para as mulheres, alguns artigos que foram escritos por pessoas que trabalham com isso, por psicólogas e por pessoas da área de saúde que vão ajudar essas mulheres”, explica a representante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Marli Traple.

Arte: Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Irati

O material será lançado durante o evento e também distribuído em diversos locais do município como o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), unidades de saúde e secretaria da Saúde. Para a secretária, o almanaque auxiliará na conscientização das mulheres. “É um instrumento de conscientização e de informação. Ela vai ter o mapeamento daquilo que ela pode contar para sair de uma situação de violência ou para prevenir uma situação de violência, além da questão do empoderamento feminino. Mas ao longo dos meses e dos anos, nós queremos fortalecer mais a nossa rede, então quando vai surgindo novas instituições, novos equipamentos e serviços, nós vamos atualizando. A ideia é manter sempre atualizado, de tempos em tempos, para ser esse material para toda a rede utilizar como forma de empoderamento e informação para as nossas mulheres”, disse Sybil.

O material terá um investimento de R$ 18 mil. Além de um material duradouro, a secretária de Assistência Social explica que o objetivo é que o almanaque auxilie na prevenção da violência, evitando que novos casos aconteçam. “Parece um custo alto quando olhamos o valor na licitação, mas salvam muitas vidas. Qual o preço de uma vida?”, questiona.

Ainda durante o evento, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher fará a eleição da nova diretoria que terá um mandato de dois anos. Ainda não há informações sobre a votação, mas a expetativa é que as pessoas possam inscrever chapas no mesmo dia. “O que foi conversado na reunião é que as instituições que estarão lá já fazem as suas inscrições, depois essas mesmas instituições se reúnem numa sala em separado e acontece a votação entre os membros inscritos, para escolher quem será presidente e vice-presidente. A ideia pelo menos, a princípio, será essa”, explica Marli.

O Conselho de Políticas Públicas para as Mulheres é um espaço onde elas podem compartilhar suas dificuldades e os assuntos relacionados à mulher. “O botão do pânico é discutido lá dentro, a Maria da Penha é discutida lá dentro, a questão da empregabilidade da mulher é discutida lá dentro, os assuntos de saúde que a mulher necessita são discutidos lá dentro. Eu acho que tentar popularizar mais esse conselho também é uma necessidade, que através do almanaque, eu acho que isso já vai passar acontecer, para que elas vão e participem, para que elas deem as suas opiniões, tragam as suas experiências e também as suas dificuldades, para que os conselheiros possam atuar um pouco mais também nesse sentido”, comenta Marli.

Para a representante do Conselho, o evento no CT Willy Laars é importante para que as mulheres se conscientizem, especialmente porque ainda há desafios a serem superados. “Nós estamos tendo que nos manifestar, estamos tendo que criar ações, criar discussões, criar rodas de conversa porque o feminicídio hoje está altíssimo no nosso país. Eu acho que a forma que temos de diminuir isso é exatamente com essas ações. É convencendo essas mulheres, por isso que é importante, você mulher que está em casa. O evento é de graça. Você não paga nada. Você estar lá você ouvir essa discussão, você conhecer outras mulheres, você saber mais sobre o Conselho de Políticas Públicas para as Mulheres, porque através dessas ações que acontecem a segurança da mulher, onde há o empreendedorismo, onde há aquela força que muitas mulheres que estão em casa hoje necessitando, é através desse tipo de ação”, afirma.

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