Instituição mantém sequência de premiações iniciada em 2022 e incentiva alunos dos 4º e 5º anos a aprofundarem conhecimentos sobre astronomia e astronáutica/Paulo Sava e Diego Gauron

Resumo: – Resultado dá continuidade a um trabalho iniciado em 2022, que vem formando medalhistas todos os anos;
- Aproximadamente 100 estudantes dos 4º e 5º anos participam da competição anualmente;
- Participação nas olimpíadas trouxe conhecimento para alunos e professores.
A Escola Municipal Divino Espírito Santo, de Mallet, voltou a se destacar nacionalmente ao conquistar dez medalhas na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). O resultado dá continuidade a um trabalho iniciado em 2022, que vem formando medalhistas todos os anos e despertando o interesse dos estudantes pela ciência e pela exploração espacial.
As informações foram apresentadas durante entrevista à Najuá pela diretora da escola, Anderssa Paim, professoras, alunos e familiares. Aproximadamente 100 estudantes dos 4º e 5º anos participam da competição anualmente. A diretora contou que a participação da instituição começou por iniciativa da família do aluno Davi Henrique de Melo Gryczak. A mãe do estudante, Tame, procurou a escola para apresentar a Olimpíada e sugerir a inscrição dos alunos.
“Então, a ideia surgiu no ano de 2022. Eu, particularmente, não conhecia a Olimpíada. A Tame procurou a escola, mãe do nosso aluno Davi. Na época, o Davi estudava aqui na Escola Divino Espírito Santo, e ela falou da Olimpíada e que seu filho tinha interesse em participar”, relatou Anderssa.
Após a conversa, a proposta foi apresentada ao corpo docente e a escola fez a primeira inscrição. “A gente conversou com o corpo docente da escola, com os professores, e inscrevemos a nossa escola para participar já no ano de 2022. Desde 2022, a nossa escola vem participando e nos trazendo muitas alegrias, pois, em todos os anos seguintes, nós tivemos medalhistas aqui”, afirmou a diretora.
Para preparar os estudantes, os conteúdos relacionados à astronomia e à astronáutica passaram a fazer parte das atividades desenvolvidas em sala de aula, apesar de não serem temas amplamente abordados no currículo regular. Ao longo dos anos, os professores aprofundaram os assuntos por meio de pesquisas, vídeos, simulados e materiais específicos disponibilizados pela organização da OBA.

As professoras Daniele Adriana Maximiv Horbacz e Inês Valéria Antoczecen destacaram que a participação na Olimpíada trouxe novos conhecimentos não apenas para os estudantes, mas também para toda a equipe pedagógica. Segundo Danieli, foi necessário reorganizar o planejamento para antecipar conteúdos relacionados ao espaço.
Inês Valéria ressaltou que os educadores também precisaram estudar para ensinar assuntos que normalmente não fazem parte da rotina escolar. “Além das medalhas e da viagem, que é algo fantástico, o conhecimento que eles adquiriram, não só os medalhistas, mas todos os alunos como um todo, com certeza fez toda a diferença”, declarou.
A professora afirmou que o projeto também modificou a maneira como ela própria observa o espaço. “Assim como eu, quando analiso e observo o céu agora, observo com outros olhos, porque a gente já tem um pouquinho mais de conhecimento da astronomia. Isso chama muita atenção: as estrelas, os planetas. Essa Olimpíada nos traz tudo de bom: as medalhas, a viagem e o conhecimento que ninguém vai tirar dos nossos alunos. É muito gratificante trabalhar com as Olimpíadas”, disse Inês Valéria.

Medalhistas ganham viagem à Space Adventure
Outro incentivo importante para os estudantes foi oferecido pelo vereador Serjo Gryczak e por sua esposa, Tame, pais de Davi. Em 2024, eles lançaram um desafio: todos os alunos que conquistassem medalhas de ouro, prata ou bronze receberiam uma viagem para conhecer a Space Adventure, atração temática sobre a exploração espacial localizada em Balneário Camboriú, Santa Catarina. “É claro que esse incentivo para as crianças foi muito bom e fez com que os professores trabalhassem mais, que os pais corressem mais atrás e ajudassem. O resultado veio no ano de 2024”, destacou Anderssa.
A viagem é realizada sem custos para os estudantes. As despesas com transporte, alimentação e ingressos são custeadas por Sérgio e Tame. “É maravilhoso, é uma experiência única. As crianças ficam encantadas. Elas vão com todas as despesas pagas e não têm custo nenhum. O Serjo e a Tame custeiam a viagem, a alimentação e a entrada. Eles conhecem o planetário e a gente vê os olhos das crianças brilhando”, relatou a diretora.
Anderssa acompanhou os estudantes nas duas edições da viagem e afirmou que a experiência ampliou ainda mais o interesse dos alunos pelo tema. “São experiências em que, todos os anos, a gente aprende mais. Isso fez crescer ainda mais a vontade das crianças de conhecer a astronomia e a astronáutica e, claro, de ganhar a viagem para conhecer a Space Adventure”, acrescentou.
Tame explicou que a iniciativa surgiu após perceber a felicidade do filho durante a primeira visita ao espaço temático. “A alegria que a gente viu no Davi seria interessante proporcionar para outras crianças também. Se a gente tem essa condição, então por que não? Na hora, a diretora topou o desafio. Desde então, estamos fazendo esse patrocínio”, afirmou.

Aplicação da prova segue normas nacionais
A diretora explicou que a aplicação da prova segue rigorosamente as normas da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. A avaliação é realizada presencialmente, na mesma data em todo o país, e somente a direção da escola tem acesso ao material antes da aplicação.
Segundo Anderssa, um dos momentos mais marcantes foi o anúncio oficial dos resultados.“A minha alegria foi ver o sorriso das crianças. Se vocês pudessem ter visto a comemoração desses alunos quando anunciei o resultado oficial. Eles comemoraram por eles, mas os colegas que não conseguiram medalha também comemoraram muito pelos que conseguiram. Isso foi muito bonito”, contou.
A diretora atribuiu o desempenho à união entre escola, professores, estudantes e familiares. “Eu sei que isso é fruto do trabalho das professoras, porque elas precisam estudar e se esforçar para trabalhar o conteúdo. Isso também é fruto das famílias. Graças a Deus, temos famílias excelentes aqui na Escola Divino Espírito Santo, que apoiam muito seus filhos”, disse.
“Hoje temos crianças excelentes que vão participar da viagem porque tiveram o apoio da família, dos pais, da escola e dos professores. E, claro, porque são crianças que têm muita vontade de aprender e, com certeza, vão voar muito longe”, completou Andersa.

Alunos comemoram conquistas
O aluno Davi Henrique de Melo Gryczak, atualmente com 14 anos, foi um dos responsáveis por aproximar a escola da Olimpíada. Ele contou que a experiência de conhecer a Space Adventure foi marcante. “É incrível. Tem muitos vídeos, trajes e pertences que eles usavam nas missões. É muito bom”, afirmou.
Davi disse que ainda deseja retornar ao local e revelou que sonha em ser astronauta. “Eu tenho esse sonho também. Estudo para isso e acredito que seja possível”, declarou.
Vinícius, de 10 anos, estudante do 5º ano, conquistou uma medalha de prata. Ele afirmou que ficou surpreso ao receber a notícia.
“Eu fiquei sem acreditar na hora em que soube. Fiquei muito feliz quando ganhei a medalha. Meu pai ficou bem feliz e minha mãe também”, contou. O estudante participa da Olimpíada pela segunda vez e explicou que se preparou assistindo a vídeos. “Eu vi bastante vídeo e me esforcei bastante para conseguir a medalha”, disse.
Também aluno do 5º ano, Lorenzo Gurski, de 10 anos, conquistou a medalha de prata neste ano, depois de ter recebido o bronze na edição anterior. “Foi legal saber que eu vou de novo”, afirmou sobre a viagem. Lorenzo disse que pretende aproveitar a nova oportunidade para observar detalhes que não conseguiu ver na primeira visita. “No ano passado, eu não consegui ver muita coisa. Neste ano, vou de novo para ver melhor”, comentou.
João Pedro de Oliveira, de 10 anos, participou da Olimpíada pela primeira vez e conquistou uma medalha de ouro, após obter nota 10. O aluno contou que estudou por meio de vídeos e testes encontrados na internet. “Eu aproveitei a minha chance. Fui ao celular, pesquisei no Google algum jeito de fazer provas para resolver e encontrar as respostas”, explicou.
Apesar de ter sentido nervosismo e ansiedade durante a avaliação, João Pedro conseguiu superar a tensão e alcançar o resultado máximo. Agora, espera conhecer os equipamentos apresentados na Space Adventure. Bernardo, de 10 anos, também participou pela primeira vez e conquistou uma medalha de prata, com a nota 9,6. “Eu não esperava isso”, admitiu. Ele contou que teve dificuldade em uma das questões, mas considerou o restante da prova acessível. Sobre a viagem, afirmou: “Fiquei muito feliz. Minha mãe e meu pai também, porque me ajudaram a estudar até a prova”, contou.
Rafael Augusto, de 9 anos, contou que achou a maior parte da prova fácil, mas teve dificuldades nas questões relacionadas a foguetes. Mesmo assim, conquistou uma medalha e agora se prepara para viajar com os colegas.
Entre as medalhistas está Jennifer, de 9 anos, aluna do 4º ano, que também alcançou a nota 10 e recebeu uma medalha de ouro. Ao falar sobre o resultado, resumiu o sentimento em uma palavra: “Alegria”.
Eloísa de Oliveira Lima, de 9 anos, afirmou que gostou de participar da competição e que seus pais ficaram muito felizes com a conquista. A estudante também demonstrou expectativa para a primeira viagem distante da família. “Eu acho que vai ser legal”, disse.
Outra estudante que alcançou a nota 10 e conquistou uma medalha de ouro relatou que sentiu dificuldade em uma das questões da avaliação, mas acertou todo o restante da prova. Ela afirmou estar ansiosa para conhecer a atração temática. Heloísa Caroline Konschak, de 10 anos, estudante do 4º ano, conquistou uma medalha de bronze com a nota 9. Ela disse que não esperava alcançar uma pontuação suficiente para receber a premiação. “Eu fiquei muito feliz porque não achava que ia tirar uma nota alta para conseguir uma medalha”, afirmou. Eloísa também destacou o apoio recebido em casa. “Eles me incentivaram bastante e me ajudaram a estudar”, contou.
Com os novos resultados, a Escola Municipal Divino Espírito Santo mantém uma sequência de premiações iniciada em 2022 e fortalece um projeto que alia incentivo familiar, dedicação dos professores e interesse dos alunos pela ciência.
