Entenda como a geada se forma e por que o fenômeno é comum no Sul do Brasil

25 de junho de 2026 às 11h11m

Combinação de ar polar, céu limpo e pouco vento favorece a formação dos cristais de gelo sobre a vegetação e o solo; serviço “Alerta Geada” ajuda a previnir perdas neste período do ano/Diego Gauron, com informações do Simepar

Simepar explica o que é preciso para a geada se formar. Foto: Arquivo/Najuá

Com a chegada das temperaturas mais baixas, a geada volta a ser registrada em diversas regiões do Paraná. O fenômeno, típico do inverno no Sul do Brasil, depende de uma combinação de fatores climáticos para se formar.

Segundo o coordenador de operações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Marco Jusevicius, a geada ocorre principalmente quando uma massa de ar polar atua sobre a região, associada a céu limpo e ventos fracos. Assista à explicação aqui.

De acordo com ele, nessas condições, a superfície da Terra perde calor rapidamente por radiação, fazendo com que folhas, gramados e o próprio solo apresentem temperaturas ainda mais baixas do que o ar.

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A umidade presente nas camadas mais próximas da superfície se transforma diretamente em cristais de gelo, formando a camada branca característica da geada.

Marco Jusevicius explica que a formação do fenômeno exige temperaturas muito baixas, ar frio e seco, pouco vento e ausência de nuvens. Esses fatores criam o ambiente ideal para que os cristais de gelo se formem sobre a superfície da Terra.

A geada é mais frequente durante as madrugadas e nas primeiras horas da manhã, especialmente em áreas mais baixas e abertas, onde o resfriamento é mais intenso.

Alerta Geada

Em maio deste ano, o Simepar iniciou o 32° ano do serviço Alerta Geada, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, prefeituras, cooperativas e associações de produtores.

Criado originalmente para proteger cafezais recém-plantados, o Alerta Geada hoje atende diversas atividades agropecuárias (avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura, por exemplo) e ainda beneficia outros setores da economia, como turismo, comércio, mercado financeiro e construção civil.

Durante o período de operação do Alerta Geada (de maio a meados de setembro), pesquisadores do IDR-Paraná e do Simepar divulgam boletins diários com informações sobre as condições do tempo e a evolução de massas de ar polar pelo Estado. Quando há previsão de massas de ar frio com potencial de causar danos, alertas são emitidos e amplamente divulgados com antecedência.

Um mapa com previsão atualizada diariamente para as próximas 72 horas fica disponível nos sites das duas instituições, e também é publicado nas redes sociais.
O serviço possibilita a adoção de medidas preventivas por parte dos produtores.

Em 2025, foram emitidos 137 boletins diários no Alerta Geada com informações sobre as condições do tempo e a evolução de massas de ar polar, e disparados 39 alertas específicos

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