No Paraná, 227 pacientes conseguiram ter o equipamento pago pelo estado. Especialistas fazem ressalvas quanto ao uso do dispositivo
Gazeta do Povo – Antonio Senkovski
Diabéticos com dificuldade para conseguir controlar a doença com os métodos convencionais e gratuitos têm recorrido à Justiça no Paraná para tentar reverter a situação. A demanda é por um tratamento mais moderno, com o uso de bombas de insulina. O equipamento serve para injetar, em pequenas e contínuas doses, os medicamentos essenciais para a saúde dos diabéticos do tipo 1. Porém, a tecnologia não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um dos motivos é o preço: uma bomba custa de R$ 12 mil a R$ 15 mil e há ainda gastos mensais com insumos e manutenção.
Entre os 227 pacientes do Paraná com decisões judiciais favoráveis para usar o equipamento pago pelo estado está Adriana dos Santos Marian, 39 anos. Ela recebeu a reportagem em casa no dia do seu aniversário – sem bolo. O verdadeiro presente, no entanto, foi não ter mais os desmaios e convulsões frequentes. “Hoje estou muito feliz. Após o uso da bomba eu consegui ter uma boa melhora do meu quadro clínico de uma forma geral”, avalia. Com a dificuldade para manter os níveis de glicose em uma média aceitável desde o nascimento, Adriana estava praticamente cega por causa do rompimento de vasos sanguíneos no olho. Após o início do tratamento com a bomba, em 2008, ela voltou a ter a visão parcial em um olho, o que lhe permite ajustar o aparelho com a ajuda de uma lupa. Ela também festeja o fato de ter conseguido realizar, há três anos, o sonho de ser mãe.