Desregulada, lombada eletrônica de Ponta Grossa sempre marca 188 km/h

Erro em equipamento ocorre na BR-373, em Ponta Grossa.Empresa que cuida da rodovia espera fim…

29 de outubro de 2014 às 10h47m

Erro em equipamento ocorre na BR-373, em Ponta Grossa.
Empresa que cuida da rodovia espera fim de licitação para fazer conserto.

Silvia Cordeiro –  Do G1 PR, em Ponta Grossa


Uma lombada eletrônica instalada na BR-373, no perímetro urbano de Ponta Grossa, marca 188 km/h, independente da velocidade real atingida pelo motorista. A imagem foi registrada nesta terça-feira (28), no entanto, segundo a Concessionária Rodonorte, que administra a rodovia, o erro no equipamento ocorre há algumas semanas e não tem prazo para ser arrumado.

De acordo com a empresa, as lombadas eletrônicas da BR-373, também conhecida por Avenida Souza Naves, podem apresentar inconformidades. Isso porque está sendo realizado um novo processo licitatório para manutenção dos equipamentos na rodovia. Situação semelhante ocorre, também, na BR-376, chamada de Avenida Presidente Kennedy.

Segundo a concessionária, a necessidade de manutenção nas duas rodovias surgiu após o desgaste natural dos redutores de velocidade e também, devido ao vandalismo. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) já está investigando esses casos. Enquanto os equipamentos não são ajustados, a PRF informa que intensificou a fiscalização nas duas estradas para manter a segurança na rodovia.

Para a professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e estudiosa em trânsito, a psicóloga Iara Thielen, o erro no equipamento não vai causar danos ao comportamento do motorista. “O erro é tão absurdo que não vai ser considerado pelo motorista, porém, vai deixa-lo mais atento quanto a sua velocidade”, afirma.

No entanto, a estudiosa em trânsito acredita que, se precisa esperar a licitação para a consertar o equipamento, é preciso adotar uma solução mais simples. “A ideia seria cobrir com lona ou saco plástico o erro apontado pelo equipamento. Caso isso não seja feito, vai começar a produzir um descrédito nos motoristas sobre a fiscalização no trânsito”, esclarece. Segundo ela, o equipamento não pode transmitir uma informação incorreta, pois perde a função de sinalização. “Nesse sentido, vai causar prejuízo aos motoristas e órgãos fiscalizadores como um todo”.




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