Duas obras continuam paradas, no Rio Bonito e Dallegrave. Empreiteira precisa rescindir contratos para que sejam abertas novas licitações
Da Redação, com reportagem de Sidnei Jorge
Três bairros de Irati possuem projetos de Centro Municipais de Educação Infantil (CMEIs) em andamento: Dallegrave, Rio Bonito e Vila São João. Hoje, 650 alunos se distribuem entre os 13 estabelecimentos existentes. “A capacidade está completa, estão lotadas, com esses 650 alunos, e há uma demanda de mais 360 vagas”, ressalta o prefeito Jorge Derbli.
Ele explica que não há como criar mais vagas nos CMEIs já em funcionamento porque existe um limite máximo de capacidade em cada unidade, até mesmo respeitando o número de camas e berços disponíveis nos berçários, por exemplo, e também para que as professoras possam dar atendimento adequado a todas as crianças, com a atenção que elas merecem.
“Temos três CMEIs em construção. Recebemos essas obras [iniciadas em mandato anterior] e estavam paradas. Ainda tem duas obras – do Rio Bonito e do Dallegrave – que se encontram paradas. Estou brigando com o empreiteiro, porque a empresa veio, iniciou, fez um pouco e abandonou as obras. Inclusive, foi embora e estávamos com dificuldade em localizar essa empresa. Pedi ao nosso pessoal de obras ir pessoalmente a Curitiba, na sede dessas empresas, para notificá-las, em mãos, para que venham aqui, desistam do contrato, para que possamos rescindi-lo e consigamos contratar novas empresas”, detalha. A mesma empresa venceu os certames para a construção dos CMEIs no Dallegrave e no Rio Bonito.
A obra na Vila São João, por sua vez, está bem adiantada, com 95% de seu cronograma de execução já concluído, de acordo com Derbli. “É uma empresa responsável que está construindo essa obra. Está faltando somente a compra do mobiliário, que já mandei fazer a licitação, pois, enquanto não atingisse 90% da obra concluída, não poderia comprar o mobiliário”, diz.
A estimativa do prefeito é de que o CMEI da Vila São João entre em funcionamento dentro dos próximos dois meses. Sozinho, esta unidade consegue atender a mais da metade da demanda de vagas da fila de espera, pois tem capacidade de abrigar até 190 crianças.
“Estamos empenhados, com o setor jurídico, para rescindir a licitação com essa empresa, que veio no nosso mandato aqui, iniciou um pouco a obra, abandonava, deixava duas pessoas. Mandei cancelar o contrato, pois tem que acabar com essa brincadeira”, protesta.
Uma vez concluídas as construções dos três CMEIs em andamento, a demanda por vagas na educação infantil será suprida em 100%. “O Ministério Público, inclusive, está em cima e nos cobrando uma solução”, enfatiza.