Trecho de delação de auditor indicava uma suposta interrupção durante o governo Roberto Requião. Informação teria sido mal interpretada, segundo promotor que atua no caso
Gazeta do Povo – Amanda Audi
O esquema de corrupção na Receita Estadual funcionou, sem interrupções, pelo menos desde 1985. Segundo os investigadores do caso, nenhum dos governos desde então conseguiu erradicar o sistema armado por auditores, empresários e contadores para sonegar impostos mediante pagamento de propina. O auditor Luiz Antônio de Souza disse, em depoimento de delação premiada, que na época do governo Roberto Requião os “acordos ficaram suspensos” e que foram retomados no governo Richa.
Mas, segundo o promotor Renato de Lima Castro, do Ministério Público de Londrina, não houve qualquer suspensão do esquema no período. Ele diz que o trecho divulgado no relatório de investigação do Gaeco, que motivou a prisão de quase toda a alta cúpula da Receita do estado, teria sido má interpretado. “Na época do Requião não parou [o esquema]. Ele [auditor] só disse que os veículos de concretização do esquema foram outros. Só se alterou a forma como se realizou, canalizando em algum setor”, disse o promotor.
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