Empresa se antecipou e encaminhou nota à imprensa dando sua versão sobre fatos relacionados a 55ª fase da Operação Lava Jato
Da Redação, com informações Gazeta do Povo
A 55ª fase da Operação Lava Jato prendeu 19 pessoas envolvidas em um suposto esquema de pagamento de propinas a agentes públicos ligados à gestão dos pedágios do Paraná. A operação deflagrada nesta quarta-feira (26), por determinação do juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal Criminal de Curitiba, é consequência das investigações da Operação Integração, que foi deflagrada em fevereiro de 2018.
Cerca de 400 policiais federais, auditores da Receita Federal e membros do Ministério Público Federal cumpriram 73 mandados de busca e apreensão em quatro estados, sendo dois deles em Irati nas empresas Caminhos do Paraná e Derbli. No momento que nossa reportagem ainda apurava as informações sobre os locais que foram alvo da operação, o grupo Derbli, responsável pela construtora, se antecipou e encaminhou uma nota a nossa reportagem no início da tarde relatando que os agentes compareceram na empresa com objetivo de verificar documentos relacionados com a concessionária iratiense. O grupo presta serviços a Caminhos do Paraná. “O grupo Derbli, encontra-se à disposição da justiça para maiores esclarecimentos, bem como para colaborar com as investigações. Ressalta-se que o grupo Derbli, não é alvo da referida investigação, sendo o mandado de busca, apenas em decorrência do contrato de prestação de serviço”.
Confira abaixo a nota da empresa Derbli na íntegra
Na manhã desta quarta-feira, 26, a Rádio Najuá já havia confirmado que o outro mandado de busca e apreensão tinha sido cumprido na Caminhos do Paraná, que também se manifestou por meio de uma nota. “Durante a ação, foram expedidos mandados de prisão temporária a executivos destas empresas, dentre eles José Julião Terbai Junior, Diretor Presidente da Caminhos do Paraná. A companhia lamenta o ocorrido e considera a prisão desnecessária, visto que tem prestado os esclarecimentos necessários e jamais negou colaboração. Reforça, também, que o Engenheiro José Julião Terbai Junior possui reputação ilibada ao longo de mais de 35 anos de atuação no setor de engenharia, no Brasil e no exterior. A Caminhos do Paraná reforça seu compromisso com a transparência e a integridade e está colaborando com a Justiça, prestando todos os esclarecimentos solicitados e visando a completa elucidação dos fatos. A empresa segue em pleno desempenho de suas atividades, com todos seus colaboradores empenhados para assegurar a qualidade dos serviços aos usuários”.
O setor de Comunicação da Polícia Federal informou a nossa reportagem que os materiais apreendidos nas duas empresas de Irati foram documentos, contratos, celulares, entre outros.
A investigação mira os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato em um esquema relacionado à administração das rodovias federais no Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração formado pelas concessionárias: Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná, além de intermediadores e agentes públicos corrompidos beneficiários de propina.