Licitação vai escolher da empresa que fará as obras de pavimentação/Karin Franco, com reportagem de Paulo Sava e Juarez Oliveira

Resumo: – Empresa que vencer a licitação terá seis meses para concluir a obra;
- No total, 14 empresas estão instaladas no Condomínio Industrial;
- Pavimentação a ser feita no local leva em conta o trânsito de veículos pesados
As obras de pavimentação do condomínio industrial, próximo à BR-277, em Irati, devem iniciar em breve. Segundo o secretário de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo de Irati, Danilo Fillus, a obra está na fase da licitação. “Já está para licitação, em breve teremos o ganhador. São aproximadamente 8 mil metros quadrados, ou seja, 1,1 km de pavimentação”, disse.
A obra contempla desde a parte da drenagem, calçadas e a própria pavimentação. Os recursos são do Governo Estadual, com intermédio do deputado federal licenciado e secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
A empresa que ganhar a licitação tem seis meses para concluir a obra. “A empresa que ganhar o certame vem e começa a fazer a parte de drenagem, a parte de escavação no leito, para não ter problema nenhum futuro na parte da pavimentação. Começa a fazer as escavações, vem a drenagem e dali para frente vem a parte de calçadas e depois o CBUQ [pavimentação]”, explica Danilo.
Atualmente, 14 empresas estão instaladas no condomínio industrial. O secretário de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo comenta que a pavimentação é necessária para melhorar o deslocamento de mercadorias na região. “Lá hoje é leito natural, a famosa estrada de chão. A pavimentação é horrível mesmo, tem buraco, a água fica por cima. É uma estrada muito ruim e precária, principalmente levando em consideração que são empresas que saem com os caminhões para rodovia. Além de ser dificultoso para eles, também acaba sujando a BR quando saem com barro”, conta.
O secretário de Obras, Raimundo Gnatcowski (Mundio), explica que a pavimentação era um pedido antigo dos empresários. “Esses condomínios nossos, tanto faz o da Vila, como esse da BR, como o outro que já vai vir logo, já com uma infraestrutura, é gritante o pedido dos empresários. Ali nesse, pelo menos temos a Moageira que está investindo muito e agora vai investir muito mais ainda, são mais de R$ 100 milhões a serem investidos para gerar mais emprego, gerar renda, que nós estamos falando de um potencial que usa a matéria-prima nossa daqui. Essa infraestrutura não tinha praticamente nem esgoto ali. Começa a ser lá da base para fazer o esgoto, fazer o manilhamento, a água fluvial e tudo mais, para acontecer essa melhoria, atender essa demanda, essa necessidade das empresas”, explica.
Uma das dificuldades da pavimentação do condomínio industrial próximo à BR-277 é a instalação de esgoto. De acordo com o secretário de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo, a prefeitura estuda com a Sanepar um modo para que a instalação de esgoto no local não prejudique a pavimentação que será feita.
“Só nós temos um adendo ainda que estamos estudando com a Sanepar. O pessoal da Sanepar, inclusive, começou a fazer alguns projetos e os levantamentos topográficos. Tem um problema muito grande que é a travessia. Além do projeto ser demorado, ali é um ponto um pouco dificultoso por conta da travessia da BR-277. Nesse primeiro momento, o esgoto não vai sair. Nós não conseguimos com a Sanepar agilizar esse processo porque tem todo um trâmite. É muito lento mesmo, mas estamos tentando de outros modos para que depois, quando a pavimentação já estiver pronta, a Sanepar possa fazer o esgoto sem romper a pavimentação. Existe um outro método, que seria um método como se fosse injetado a tubulação por baixo da via. É um pouco mais trabalhoso, mas a Sanepar também tem essa possibilidade. Nós já estamos tramitando. Eles também estão trabalhando com questão de projetos, levantamento planialtimétrico para poder fazer isso”, conta.
O esgoto não foi feito antes da pavimentação porque, segundo o secretário, a obra é complexa e precisa de diversos trâmites para ser realizada. “O lado de lá, o caimento dele não tem o suficiente para subir até a base de tratamento, então tem que fazer toda uma elevatória. Além dessa elevatória ainda tem que passar por baixo da BR-277, que também tramita com o DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] e tramita com o pessoal da própria, hoje, concessionária Via Araucária. Tem todo um processo muito detalhado e muito complexo a ser feito. Não é uma obra tão rápida e tão fácil de se fazer, mas tem a possibilidade. Esse lance que eu falei de colocar por baixo, o pessoal da Sanepar acabou me explicando esses dias que eles conseguem fazer como se eles estivessem colocando a canalização por baixo, por meio de pressão, como se fosse uma perfuração. Assim evitaria que quebrasse toda a questão da pavimentação. Então esse que é o trâmite que vamos tentar”, explica Danilo.
A pavimentação que será feita no condomínio industrial leva em conta o trânsito de veículos pesados. “O projeto não foi trabalhado como uma pavimentação de bairro. Isso é bem importante até deixar bem ciente. Com uma pavimentação de bairro, você tem o trânsito um pouco mais leve. Apesar de ter caminhões e tudo mais, nos bairros não é um tráfego intenso de caminhão e caminhão pesado. Já ali, não. Ali a estrutura é mais resistente, a base tem que ser mais forte para poder suportar exatamente as cargas que saem de lá e que entram lá também”, comenta o secretário de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo.
A realização da obra deve modificar o trânsito em algumas partes do condomínio. Segundo Danilo, as empresas deverão ter atenção durante as obras de pavimentação por conta destas mudanças. “Geralmente, por exemplo, na rua Ariosto Guimarães Teixeira, que é a mais comprida, que vai até lá em cima na fábrica de concreto, quando eles chegarem nessa, provavelmente, eles vão ter que fazer metade e depois a outra metade, para não interromper o trânsito inteiro. Então, tudo vai ser pensado e tudo vai ser tabelado para um melhor fluxo lá dentro”, afirma.
Para o secretário de obras, essas mudanças são um resultado de um processo que vai transformar o município em um canteiro de obras. “Quando se pega obras que estão acontecendo em bairros, você pega umas cinco ordens de serviço dado dentro da cidade, e também no condomínio, tem mais uma duplicação da 277, tudo no mesmo bloco, muito próximo um do outro. Com certeza, vai ter muito pare e siga a Irati, mas é para o bem. E nenhuma empresa vem mais para o município se ela não encontrar a infraestrutura”, disse.

Mundio destaca que as obras são necessárias para preparar o município para que ele seja atraente para outras empresas. “A cidade precisa estar bem acolhedora dentro de tudo aquilo que nós falamos. Dentro da questão educacional, dentro da questão de saúde, tudo isso as indústrias vão buscar dentro do município, quando elas estudam se instalar numa região. Quando eu falei que Irati é polo de região, elas vêm pra cá, se elas encontrarem todo esse apoio pra elas, primeiro no condomínio, e também para as famílias que virão trabalhar aqui, depois tem o transporte, a questão logística de transporte e tudo mais, então, o município ganha como um todo”, conta.
Novo condomínio
O município de Irati pretende construir um novo condomínio industrial. O local é no antigo terreno do Instituto de desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que foi doado ao município. A prefeitura de Irati está trabalhando na documentação da doação para deixar tudo regularizado, antes da retirada das árvores.
De acordo com o secretário de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo, o projeto do condomínio inclui detalhes que não foram trabalhados em outros condomínios. “É um parque industrial, como o Mundio comentou. Não é um projeto qualquer, não é um projeto simples, é um projeto que tem que ser muito bem elaborado. Ali nós temos um outro problema grande também, que é a fossa e a água. No caso, o esgoto e a água, que não vai até a base de tratamento. Teria que fazer, quem sabe, uma mini usina de tratamento do esgoto. Então, tem muita coisa a ser pensada”, explica.
Há ainda o planejamento de criar um porto seco no local. “O nosso prefeito, Emiliano, trabalha muito na possibilidade de criarmos um porto seco, como já tem a linha do trem que passa ali. Então, possibilidades estão sendo criadas e acredito que, em breve, nós teremos o projeto para angariar o recurso também”, conta o secretário.
A expectativa é que o projeto tenha um custo de mais de R$ 20 milhões. “Já está sinalizado e o projeto também está indo, de todo o recurso para infraestrutura de pavimentação dentro desse novo condomínio. Não é pouco, é bem maior a área. Chegando nessa doação, que o trâmite está se fechando, começa a infraestrutura do condomínio, já com garantia do Governo do Estado, através, novamente, do deputado, Sandro Alex, do Reichembach, do esforço da gestão dentro do nosso prefeito, Emiliano, o recurso para pavimentação desse novo condomínio. Ele vai nascer já de forma correta”, disse Mundio.
A prefeitura espera que essa infraestrutura atraia empresas maiores. “A ideia também é para trazer empresas grandes para dar à Irati essa oportunidade de empresas maiores virem para cá, para poder gerar emprego e o desenvolvimento do nosso município”, conta Danilo.