Caminhada será nesta sexta-feira, às 14 h, no Parque Aquático de Irati/Texto de Rodrigo Zub, com participação de Juarez Oliveira na entrevista

Nesta sexta-feira, que é comemorado o Dia Mundial do Coração, o Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/Amcespar) promoverá uma caminhada no Parque Aquático de Irati, às 14 h.
O doutor Júlio Nahas, que é médico cardiologista e atende no CIS/Amcespar, vai conversar com as pessoas presentes para explicar os benefícios do exercício físico e como as atividades devem ser realizadas. Júlio relata que a atividade física é uma forma de prevenir doenças e também problemas cardiovasculares.
Uma tenda será montada no Parque Aquático para aferição da pressão arterial e do nível de glicemia. O CIS/Amcespar contará com apoio do Centro Universitário Campo Real durante essa ação. Também serão disponibilizadas frutas, que serão fornecidas pelo supermercado Ivasko e a empresa Climadec. Já a equipe “Acordei” prestará auxílio na organização da caminhada.
A diretora técnica e administrativa do CIS/Amcespar, Angela Maria da Cruz Cardoso, relatou quais ações serão realizadas. “Às 14h será a concentração no Parque Aquático. Vai ter a fala do doutor Júlio, daí a gente faz um pequeno alongamento. O trajeto é uma volta no Parque Aquático. Finalizamos com mais um alongamento e depois vai ter essa distribuição de frutas e também de água no local. É um movimento para nós tomarmos um pouquinho mais de cuidado com esse órgão tão precioso que a gente tem e a gente não cuida tão bem como deveria”, alerta Angela, que ressalta a importância de a população manter os hábitos saudáveis diariamente.
Júlio lembra que muitas doenças cardíacas não apresentam sintomas. Por isso, ele enfatiza a importância da alimentação e do exercício físico. “Então não existe medicamento que previne mais a doença cardiovascular. Eu estou focando na parte cardíaca, mas o exercício físico previne outras doenças. Se você pegar em riscos assim absolutos você tem uma prevenção muito grande com exercício e não é virar atleta. A gente está pedindo que a pessoa se conscientize para sair do sedentarismo”, recomenda o médico.
Ele afirma que alguns estudos indicam que somente 11 minutos de atividade física já traz benefícios para o organismo. Júlio diz que o período recomendável de caminhada é de 20 a 40 minutos. “A cada 11 pessoas que praticam [atividade física] vai ter uma prevenção de doença cardiovascular no futuro”, indica Júlio.
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O médico alerta sobre os malefícios do cigarro. “Tirando o que todo mundo já sabe do problema do enfisema e o problema de câncer, o cigarro ele gera inflamação, tudo que gera inflamação vai gerar calcificação nas artérias. Aumenta muito o risco de infarto. O AVC é devido ao próprio processo inflamatório e oxidativo que o cigarro faz. Isso também tem alimentação, um montão de coisas, mas o ideal era parar de fumar”.

Júlio afirma que não existe contraindicação para realizar exercícios físicos. Pessoas com comorbidades, ou seja, com problemas de saúde podem praticas atividades físicas supervisionadas.
Angela relata que faz aula de ritmos e pilates duas vezes por semana como forma de manter os hábitos saudáveis. Ela diz que costuma trabalhar a pé para diminuir o uso do carro e também não utiliza o elevador durante o trabalho no prédio do CIS/Amcespar. “Usar a escada é uma medida que parece pequena para a gente que trabalha o dia todo na frente do computador, mas você chegar no teu trabalho e na hora na chegada ou na saída, no intervalo do almoço são quatro vezes que você vai utilizar a escada, já faz um pouquinho de diferença. O que importa e a gente estar em movimento”.
O doutor revela que muitos pacientes atendidos no Consórcio de Saúde apresentam um quadro avançado da doença. “São pacientes que assim que conseguimos melhorar muito a sintomatologia, melhora o quadro clínico dele. Mas são pacientes que estão cronicamente com as doenças descompensadas. Esse que é o problema maior. A maioria das doenças que pioram a parte cardiovascular relacionadas a hipertensão vem do cigarro. A diabete aparece em primeiro lugar e depois vem a o perfil ruim de colesterol e tudo mais. Mas eu diria que são pacientes que tem comorbidades. Geralmente são pacientes hipertensos, diabéticos, já com enfisema, porque fumavam. Às vezes vem já com lesão arterial, com amputação de algum dedo ou às vezes com AVC, mas nada é perdido. Aí depois você pode fazer o tratamento e nós temos um arsenal grande de medicamentos”.