Comandante da 8ª CIPM destaca falta de conhecimento das regras de trânsito entre usuários de veículos autopropelidos e revela que quase metade dos acidentes envolve condutores sem CNH/Texto gerado por IA, com supervisão de Paulo Sava

Resumo: – Comandante da 8ª CIPM alertou para os riscos causados pelo uso desses veículos por pessoas que desconhecem as regras de trânsito;
- Principal preocupação não está apenas na regularidade dos veículos, mas na segurança dos usuários e demais integrantes do trânsito;
- Major destacou que é comum encontrar crianças e adolescentes conduzindo veículos com motores.
O aumento da circulação de motos elétricas e veículos autopropelidos (bicicletas e motos elétricas) tem preocupado a Polícia Militar na região. Em entrevista à Rádio Najuá, o comandante da 8ª Companhia Independente da Polícia Militar (8ª CIPM), Major Márcio Verner Nogueira, alertou para os riscos causados pelo uso desses veículos por pessoas que desconhecem as regras de trânsito, muitas vezes menores de idade e sem qualquer preparação para conduzi-los nas vias públicas.
Segundo o comandante, a principal preocupação não está apenas na regularidade dos veículos, mas na segurança dos usuários e dos demais integrantes do trânsito. “Os fabricantes estão produzindo esses veículos para atender à resolução e eximir o condutor do capacete, da CNH, do emplacamento e do licenciamento. A nossa preocupação é que as pessoas estão colocando veículos no trânsito sem conhecer a legislação”, afirmou.
O Major destacou que é comum encontrar crianças e adolescentes conduzindo veículos com motores, sejam bicicletas ou motos elétricas, em ruas movimentadas, sem conhecer as normas básicas de circulação. “A gente vê crianças utilizando veículos autopropelidos e pessoas que não sabem o que pode ou não pode fazer no trânsito. Não sabem onde podem trafegar, atravessam a faixa de pedestres montadas no veículo, passam sinal vermelho e transitam sobre calçadas, colocando a própria vida e a de terceiros em risco”, disse.
De acordo com ele, os veículos autopropelidos são equiparados às bicicletas, mas seus condutores devem respeitar regras específicas. “Na faixa de pedestres, por exemplo, a pessoa deve desembarcar e atravessar empurrando o veículo. Muitos não fazem isso e acabam criando situações perigosas”, ressaltou.
O comandante explicou ainda que existe diferença entre os veículos autopropelidos e os ciclomotores. Os autopropelidos possuem limite de potência e velocidade máxima de até 32 quilômetros por hora. Acima disso, passam a ser considerados ciclomotores e ficam sujeitos às exigências de habilitação, emplacamento e uso de equipamentos de segurança. “Quando passa desse limite, ele já vira um ciclomotor. Nesse caso, exige emplacamento, CNH e equipamentos de segurança”, explicou.
Falta de habilitação aumenta risco de acidentes
Ao abordar a questão da segurança viária, o Major Márcio relacionou o elevado número de acidentes à falta de conhecimento da legislação de trânsito por parte dos condutores. “Para você dirigir um veículo automotor, a primeira coisa é passar pela legislação. Para ser um bom motorista, tem que conhecer as leis de trânsito. Quando a pessoa está dirigindo sem conhecer a parte principal, que é a legislação de trânsito, a possibilidade de se envolver em sinistro é grande”, afirmou.
Dados da Polícia Militar mostram que, em 2025, foram registrados 568 sinistros de trânsito na área da 8ª CIPM, sendo 257 com vítimas e 311 sem vítimas. Do total de ocorrências, 49,17% envolveram condutores sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “É um número alarmante, principalmente nessa situação das pessoas sem CNH dirigindo no trânsito”, ressaltou.
O comandante reforçou que a conscientização é essencial para reduzir acidentes e preservar vidas. “O cidadão se esquece que está colocando a vida dele e de outras pessoas em risco quando não segue a legislação de trânsito e não toma a devida cautela na condução do seu veículo”, observou.
Por fim, ele destacou que, embora a legislação não exija equipamentos de proteção para alguns tipos de veículos autopropelidos, o uso de capacete e outros itens de segurança é altamente recomendado. “Não é apenas uma questão de autuação. É uma questão de segurança. Mesmo quando a legislação não exige, o ideal é usar capacete, joelheira e cotoveleira. Se a pessoa se envolver em um sinistro, estará mais protegida”, concluiu.


