Circulação de animais no Rodeio de Irati depende da apresentação de GTA

04 de julho de 2019 às 07h40m

Guia de Trânsito Animal (GTA) deve ser retirada junto à Unidade Local de Sanidade Agropecuária (ULSA) de Irati

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub 
Como ocorre em todos os anos, a circulação de animais no 31º Rodeio de Integração de Irati, que acontece de 12 a 14 de julho, no CT Willy Laars, estará sujeita à apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA). O documento é obtido junto à Unidade Local de Sanidade Agropecuária (ULSA) de Irati, o escritório regional da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR).
A precaução que exige a confirmação de certos tipos de vacina e de segurança sanitária para o transporte desses animais é um assunto levado a sério, tendo em consideração que, no ano passado, circularam cerca de 750 cavalos no CT Willy Laars ao longo de três dias de rodeio. Bovinos e ovinos também circulam pela área do evento, mas em menor escala.
“Por ser uma aglomeração grande, tem risco de transmissão de doenças. Então temos que obedecer à legislação vigente. Para poder entrar no recinto do parque, mesmo que seja para um simples passeio, mesmo que a pessoa não vá participar dos torneios (das provas do rodeio), ela deve estar devidamente documentada. Ela deve providenciar, primeiramente, a documentação dos exames: o de anemia infecciosa equina e o exame do mormo”, explica a médica veterinária da ADAPAR, Cristina Barra do Amaral Bittencourt.
A anemia infecciosa equina é transmitida por picada de inseto ou contato com sangue infectado. É uma doença retroviral que acaba por reduzir a resistência do animal a outras doenças e ele enfraquece até a morte, de acordo com Cristina. “Tivemos um caso recente em Irati. Então, é muito importante que todos os animais que entrem no rodeio tenham diagnóstico negativo para anemia infecciosa equina (AIE)”, salienta.
O mormo, que é uma doença debilitante dos equinos, pode também atingir felinos (gatos) e até mesmo humanos. Nos cavalos, produz rinite e grande secreção de muco, além de dilatação e endurecimento das glândulas da mandíbula inferior. “Apesar de não termos casos dentro do estado do Paraná no momento, o Ministério da Agricultura (MAPA) acredita que tem que ser feito esse controle, porque em outros estados já está havendo casos. Como ela pode passar para as pessoas, temos que tomar o devido cuidado”, alerta.
Todos os cavalos devem também ser imunizados contra a influenza equina (gripe). A gripe dos cavalos é bem semelhante a dos humanos e também pode afetar aves e suínos. “A vacinação dura um ano e todo ano precisa ser reforçada”, orienta.
Como os exames de Anemia Infecciosa Equina e de mormo levam pelo menos 48 horas para ficarem prontos, os pecuaristas que pretendem levar seus animais ao rodeio devem providenciá-los junto a seus veterinários de confiança ainda nesta semana. A Unidade Local de Sanidade Agropecuária vai emitir as guias até a próxima quarta-feira (10). A partir do meio-dia da próxima quinta (11), os fiscais da ADAPAR já estarão no portão dos fundos do CT Willy Laars, de plantão, observando a entrada dos animais no local do rodeio. “Quem chegar, já passe lá, já apresente os exames dos animais, a GTA, para que possamos conferir e providenciar a GTA de retorno. Sempre que vai para um evento com GTA, tem que providenciar a GTA de retorno para voltar à propriedade”, reforça.
No rodeio, haverá um veterinário terceirizado e a equipe da ADAPAR vai se revezar: parte fica no escritório regional, emitindo as GTAs, enquanto os demais fazem a fiscalização no portão do CT Willy Laars. “Vai funcionar dessa forma, no portão dos fundos, onde tem o desembarque dos cavalos. Desembarca lá fora, apresenta os documentos; se estiver tudo em ordem, entra e pode seguir para o acampamento. Se não estiver com a documentação, já nem venha, porque não vai poder entrar”, adverte Cristina.
Segundo a veterinária da ADAPAR, as adaptações e melhorias pelas quais o parque de rodeios do CT Willy Laars passou contribuirão para que o evento ocorra de forma cada vez mais segura para os frequentadores, para os competidores e para os animais.
Mais informações podem ser obtidas junto à Unidade Regional de Sanidade Agropecuária (URS) de Irati, na Rua Dr. Correia, 100, ou pelo telefone (42) 3421-3514. A ULSA de Irati funciona no mesmo endereço, mas o telefone é o (42) 3421-3504. O e-mail é o adapariri@adapar.pr.gov.br. Lá, pode ser consultada a lista de veterinários aptos a fazer o exame que diagnostica o mormo.

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