Secretário de Planejamento e Coordenação afirma que a obra tem sido vistoriada com frequência e que reparos na piscina devem ser terminados até segunda (10)
Da Redação, com reportagem de Rodrigo Zub e fotos Jussara Harmuch
Em entrevista no programa “Meio Dia em Notícias” da Super Najuá de quarta-feira (5), o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, João Almeida Júnior, comentou a fase atual da obra do Centro da Juventude Nagib Harmuche, que recebeu aditivo de prazo e de valor. Houve uma adição de R$ 159.302,94 ao orçamento do projeto, para a impermeabilização da piscina. O projeto para a retomada e conclusão da obra já previa investimento de cerca de R$ 1,45 milhão, com recursos do Governo do Estado e contrapartida municipal. O cronograma previa, inicialmente, a entrega da obra para 12 de maio. Com o aditivo de 90 dias, o prazo foi estendido para 10 de agosto.
Confira a entrevista completa com o secretário no fim do texto
João Almeida relembrou que um dos motes da campanha eleitoral era, justamente, a resolução das obras paralisadas e que a gestão atual recebeu mais de 20 obras inconclusas. “Sempre nos chamou atenção aquelas três obras, uma do lado da outra: Centro da Juventude, Ginásio e Prefeitura”, comentou. “Foram feitos diversos contatos e apresentados vários projetos para retomarmos essas obras e a primeira que retomamos foi o Centro da Juventude, uma estrutura que ficou muito depreciada e foi depredada. Mas a piscina era o principal problema daquela estrutura, pois ficou muito tempo sem água, está a céu aberto, e foi tendo infiltrações”, acrescentou. Conforme o secretário, o estado da piscina tornava seu uso inviável.
Os últimos aditivos de prazo e de valor foram concedidos recentemente. “A construtora é a mesma de três, quatro anos atrás. Obviamente, tivemos inflação. Quando se faz um convênio, há um prazo para concluí-lo. Por isso, precisamos fazer o aditivo de prazo. Todos esses aditivos, as datas finais, vão se encerrar agora no dia 24 de junho. Estamos vistoriando a obra dia sim, dia não e acreditamos que até o dia 10 de junho [segunda-feira] ela esteja completamente terminada”, disse.
Para cumprir o prazo estabelecido e não ocasionar danos, em função das chuvas torrenciais da semana passada, foi necessário improvisar uma espécie de estufa sobre a piscina, com lonas e tubos de PVC. “Acreditamos que, na semana que vem, se encerram as obras físicas na estrutura do Centro da Juventude, para que em julho façamos a entrega oficial à comunidade”, assegurou.
Toda a impermeabilização da piscina precisou ser refeita, com a reaplicação dos azulejos. A Prefeitura pensou em alternativas para impermeabilizar a piscina, como a aplicação de vinil. “Essa alternativa tem sido adotada em locais privados. Mas se, em decorrência do vandalismo, cortassem esse vinil, não perceberíamos a infiltração. Por isso, optamos pelo método tradicional, afinal, sua concepção foi feita assim e a duração é muito maior”, disse.
O município cogitou retirar a piscina do projeto, pois, além desses problemas, há a questão relacionada à dengue. O local, porém, recebe quinzenalmente produtos que impedem a reprodução do mosquito vetor de transmissão da doença. Como a piscina está prevista no projeto e já havia mais de 60% de sua execução, retirá-la do conjunto da obra acarretaria problemas junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR). “Se fôssemos eliminar a piscina, estaríamos, literalmente, enterrando o dinheiro da população, ao tapar a piscina com terra, aplainar o terreno para fazer uma quadra poliesportiva ou algo do gênero. Preferimos, por isso, aplicar um dinheiro a mais e manter o projeto original. Se a piscina não tivesse sido iniciada, seria uma opção retirarmos essa estrutura do projeto total”, justificou.
Conforme João Almeida, cerca de 95% do cronograma da obra já foi executado e, agora, estão sendo concluídos detalhes, como a instalação de espelhos nos banheiros e de ar condicionado no restante do prédio. O que, de fato, atrasou, foi a piscina, por ser uma estrutura externa e em decorrência das chuvas nos últimos dias.
Ainda sobre a piscina, um dos questionamentos é se ela de fato, vai ser utilizada, considerando-se o clima predominante em Irati na maior parte do ano. O secretário respondeu que, de fato, é preciso levar em conta que, ao considerar o clima, a utilização da piscina se estenderia por cerca de 45 dias, entre a metade de dezembro e o fim de janeiro, durante o verão. O município pretende estudar formas de aquecer essa piscina, seja aquecimento solar ou a gás. O projeto padrão que vem do Estado para a construção do Centro da Juventude não incluía esse sistema de aquecimento. “Não tínhamos [o município] a opção de querer ou não a piscina. Ou pegávamos o pacote completo ou não pegávamos esse projeto”, afirmou.
Prevenção ao vandalismo
“Enquanto a empreiteira não entregar essa obra ao município, a responsabilidade total sobre ela é da empresa. Enquanto ela não entregar a chave e não atestarmos o recebimento dessa obra, ela é de responsabilidade da empresa. Após isso, a responsabilidade é do município”, respondeu o secretário, ao ser questionado sobre medidas para evitar a ação de depredadores enquanto o Centro da Juventude não for inaugurado. Outra medida é a readequação de salas no prédio ao lado do Centro da Juventude – onde seria a nova sede da Prefeitura – para que a Guarda Municipal ali se instale. Por enquanto, a empresa mantém guardiões no local.
Instalação de câmeras de segurança
O município também está em negociação com uma empresa para instalar equipamentos de monitoramento em tempo real em todos os prédios públicos de Irati, com sensores de movimento, a fim de tentar reduzir o vandalismo. A medida visa gerar segurança e economia, pois não há pessoal suficiente para fazer a guarda de mais de 70 prédios públicos em turnos intermitentes, pois seriam necessários cerca de 200 guardas a mais. De acordo com João Almeida, num segundo momento, essas imagens de monitoramento eletrônico poderão ser acessadas por qualquer cidadão iratiense, pois elas terão acesso público.