Esta deve ser a última campanha de vacinação. A partir de junho, Paraná deve ser considerado área livre da doença sem vacina
Paulo Henrique Sava
Fotos: Cristina Bittencourt/ADAPAR
A campanha de vacinação contra a Febre Aftosa termina na próxima sexta-feira, dia 31. Esta deve ser a última campanha antes de o Paraná receber a certificação de área livre da doença sem vacinação, o que deve ocorrer em junho. A partir de novembro, haverá somente a atualização anual do cadastro do rebanho.
Conforme a veterinária da ADAPAR, Cristina Barra do Amaral Bittencourt, 58% do rebanho bovino das comunidades da região já foi vacinada. Ela alerta que os produtores e criadores têm somente a próxima semana para vacinarem o gado e fazerem a comprovação junto à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB).
Cristina relata que chegou a faltar vacina nas lojas agropecuárias de Irati. No entanto, ela ressalta que os estabelecimentos devem reforçar os estoques já nesta segunda-feira, 27, para que os produtores possam regularizar a situação do seu rebanho.
Na última semana, Guarapuava sediou o Fórum Paraná Livre da Febre Aftosa, que teve cerca de 600 participantes, entre pecuaristas, técnicos, funcionários de prefeituras e prefeitos da região.
Na oportunidade, o gerente de sanidade animal da ADAPAR, Rafael Gonçalves Dias, fez uma explanação sobre a doença e os prejuízos e embargos que ela traz. Em seguida, um representante da Frimesa falou sobre a importância da sanidade animal para a economia do estado.
“A retirada da vacinação vai proporcionar a conquista de novos mercados e um grande ganho nas exportações dos produtos da nossa Agropecuária”, relatou Cristina.
A veterinária citou como exemplo a família Mudrei, que mesmo com chuva vacinou o rebanho na última quinta-feira. As fotos estão no álbum.
Durante o Fórum, o médico veterinário e fiscal agropecuário Hernani Melanda defendeu a retirada segura da vacina. Ele comentou que, para isto, é necessário contratar funcionários para completar o quadro da ADAPAR e rever a carreira, “evitando q os profissionais tão bem preparados acabem saindo em busca de melhores salários como vem acontecendo”.