Aulas na Escola Vanda Hessel são interrompidas

31 de março de 2015 às 10h23m

Medida preventiva vale apenas para alunos do prédio antigo. Para os alunos do prédio novo, aulas prosseguem normalmente
Da Redação, com reportagem e fotos de Clayton Burgath/assessoria

O prefeito de Rio Azul, Silvio Paulo Girardi (PSC), informou que, depois de reunião com a Secretaria de Educação e com a direção da Escola Municipal Vanda Hessel, na manhã desta segunda (30), ficou determinada a interrupção provisória e preventiva das aulas no prédio principal da instituição, localizada no centro do município.

Girardi ressaltou que, há muito tempo, o prédio principal oferece riscos aos alunos. “Temos acompanhado a evolução das rachaduras nas paredes desse prédio. Optamos até em não terminar a pintura daquele prédio para que pudéssemos melhor avaliar isso”, aponta. Do ano passado para cá, essas rachaduras aumentaram de modo preocupante, segundo o prefeito.

Há cerca de dez dias já vinha sendo realizada uma análise no local, com o apoio de técnicos e auxílio do Corpo de Bombeiros, para avaliar as condições de segurança do edifício. “Tomei a decisão, junto com a secretária de Educação, Roseli [Gurski], e a diretora Irene, de suspendermos as aulas não porque o prédio esteja caindo. O prédio, se formos olhar, oferece segurança. Porém, há riscos”, admite.

O prefeito disse que já tem em mãos um laudo da Engenharia da Prefeitura e que procurou a Defesa Civil e técnicos em Curitiba, da Secretaria Estadual de Educação (SEED), a fim de que tenha uma segunda avaliação e um laudo que assegure que o prédio não vai sofrer nenhum dano nem oferecer riscos de acidentes aos alunos.

O prédio chegou a passar por pequenas reformas, recentemente. Contudo, Girardi avalia que o edifício necessita de uma reestruturação. “É um prédio bem antigo, parece que as paredes estão cedendo e não adianta fazermos uma medida paliativa, não adianta fazer uma ‘maquiagem’ no prédio. Temos que ver qual a causa e qual forma podemos fazer para conter essas rachaduras e conservar o prédio, que é tombado pelo patrimônio público e, portanto, não pode ser demolido de maneira nenhuma”, considera o prefeito.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Roseli Gurski, 639 crianças estão matriculadas na Escola Vanda Hessel, distribuídas entre o prédio antigo e o novo. No prédio antigo, são acolhidas cerca de 320 crianças – ou seja, metade do corpo discente. Os pais dos alunos que assistem aulas nesse prédio antigo receberam um comunicado sobre a suspensão temporária das aulas, enquanto o local passa por avaliação técnica. “É uma medida provisória e, caso se confirme, teremos que buscar outros recursos para que não paralisem as aulas. Mas enquanto estivermos nessa avaliação técnica, não haverá aula nesse prédio”, salienta Roseli, que complementa que para os alunos do prédio novo, as aulas prosseguem normalmente.

Nova sede

Girardi destaca que, desde o início da gestão atual, o município tem buscado recursos para a construção de um novo prédio para a Escola Vanda Hessel. “No dia 5 teremos a licitação e já estamos adiantando a regularização do terreno e já daremos início à limpeza e terraplenagem, para que agora, mais do que nunca, façamos com que essa escola saia de uma maneira mais rápida”, conta o prefeito.

A necessidade de construir uma nova sede, em função da segurança dos alunos, é um dos argumentos que Girardi tem indicado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para acelerar a construção da nova escola. O investimento para a obra envolve recursos da ordem de R$ 3,5 milhões. “Vai ser uma escola modelo, uma escola que vai ser um marco dessa administração e espero inaugurar essa escola ainda durante este mandato”, anuncia.

A tenente Carla Spak, do Corpo de Bombeiros, visitou o prédio na manhã desta terça (31), para reavaliar as condições do local. Ela, juntamente com uma equipe dos bombeiros, já observou a estrutura, tirou fotos e fez um laudo técnico repassado à Defesa Civil Estadual, em Curitiba. O prefeito acredita que na próxima semana deva ter em mãos o laudo concluído e a posição oficial da Defesa Civil sobre a situação do prédio.

Roseli orienta aos pais que não fiquem preocupados, uma vez que a medida de suspender as aulas foi tomada por segurança “e também para nos precavermos de algum possível acidente. Mas tão breve tenhamos esse laudo técnico, repassaremos a todos os pais”, reforça.

“Se o prédio for realmente impedido de abrigar a escola e se a construção não der mais condições técnicas, as crianças vão ter aula, porque vamos buscar salas. Algum lugar teremos que encontrar para dar continuidade ao atendimento às crianças. Acredito que, em no máximo duas semanas, isso estará regulamentado”, conclui o prefeito Girardi.

Imagens da escola Vanda Hessel

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