APAE de Irati celebra 59 anos com festa e projeta melhorias na estrutura e no atendimento

24 de março de 2026 às 22h22m

Comemoração organizada a pedido dos alunos marca a data, enquanto direção e nova presidência destacam investimentos, desafios e ações para fortalecer a instituição em 2026/Paulo Sava

Valdenei Dal Santos (Fofo) e Gislaine Gomes da Silva Bione, presidente e diretora da APAE de Irati. Foto: Paulo Sava

Resumo: – Diretora da APAE destacou a importância do trabalho na instituição e a relação afetiva com os alunos;

  • Para Gislaine, a convivência diária com os estudantes torna a rotina especial;
  • Diretora chama a atenção para a diversidade de alunos atendidos na instituição.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Irati completou 59 anos no último domingo, 15. Para comemorar a data, professores, funcionários e a direção organizaram uma festa com os alunos dos turnos da manhã e da tarde.

Em entrevista à Najuá, a diretora Gislaine Gomes da Silva Bione, diz que se sente satisfeita por estar na direção da unidade durante a comemoração dos 59 anos. Ela destacou a importância do trabalho desenvolvido na instituição e a relação afetiva construída com os alunos durante as comemorações de aniversário da entidade, celebrado no último dia 15 de março.

Segundo ela, a convivência diária com os estudantes torna a rotina especial, apesar dos desafios enfrentados. “Eu sempre falo para todos que eu não trabalho nem um dia, porque é muito gostoso. Não que seja só um mar de rosas, existem vários problemas, vários desafios, mas estar no meio dos alunos é muito gratificante”, afirmou.

A comemoração deste ano foi organizada a partir de um pedido dos próprios alunos. “Eles pediram um bolinho. Então fizemos a comemoração tanto no período da manhã quanto à tarde, cada um com o seu bolo, que para eles tem um significado muito especial”, relatou.

A diretora também chamou atenção para a diversidade de idades atendidas pela instituição. “Nós temos alunos que estão iniciando agora, com dois anos de idade, mas também temos alunos com 62 anos. Eles entram na escola e não têm uma data para sair”, explicou, reforçando a importância da continuidade do atendimento.

Gislaine relembrou ainda a preocupação vivida no ano passado com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que poderia impactar o funcionamento das APAEs. “Onde estariam os nossos alunos com 18, 20, 25, 62 anos? Eles não teriam lugar para frequentar. A escola é o lugar que eles mais gostam de estar”, disse. Atualmente, segundo ela, o processo segue sem julgamento. “Está estagnada, em stand-by, mas acreditamos em um fim satisfatório”, contou a diretora.

Estrutura ampliada e novos investimentos

A diretora destacou a evolução da estrutura da APAE, especialmente na unidade rural, que hoje concentra as atividades educacionais e de assistência social. A área da saúde, atualmente no centro, deve ser transferida para o mesmo espaço até o meio do ano.

“Estamos com algumas obras, graças ao apoio da Secretaria de Educação do Estado, da Prefeitura, de emendas parlamentares e dos amigos da APAE. Isso vai permitir concentrar todos os atendimentos em um só lugar”, afirmou.

Outro ponto ressaltado foi o transporte escolar, realizado com apoio do município. “Temos motoristas e monitoras, porque nossos alunos precisam desse acompanhamento, inclusive para ajudar no manuseio das cadeiras”, explicou.

Projetos e eventos para arrecadação

Para 2026, a APAE já planeja ações para fortalecer suas atividades e arrecadar recursos. Entre elas, está a realização de um jantar beneficente, ainda sem data definida. “O objetivo desse jantar é arrecadar fundos para a nossa construção. Vai ser um dia bem especial, e a comunidade já está convidada”, adiantou Gislaine. A tradicional caminhada da APAE também está prevista, mas deve ocorrer mais para o final do ano.

Ela reforçou o papel essencial da comunidade na manutenção da entidade. “A APAE não seria APAE se não fosse a ajuda da comunidade. Está no nome: Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais”, destacou.

Projetos pedagógicos e produção de alimentos

Entre as atividades desenvolvidas com os alunos, a diretora citou a horta e a estufa mantidas pela instituição. Além das flores, os estudantes cultivam hortaliças que são utilizadas na alimentação escolar e também distribuídas às famílias. “Quando temos produção excedente, encaminhamos para as famílias. Não há desperdício. E eles ficam muito felizes em levar para casa aquilo que plantaram”, contou.

Segundo ela, a iniciativa também contribui para mudanças de hábitos alimentares. “Temos relatos de mães de alunos que não comiam verduras, mas passam a consumir porque foi algo que eles mesmos produziram”, destacou.

O presidente da APAE de Irati, Valdenei Dal Santos, conhecido como Fofo, iniciou recentemente sua gestão à frente da entidade com foco na melhoria da estrutura e na qualidade do atendimento oferecido aos alunos.

Segundo ele, o convite para assumir a presidência surgiu ainda no ano passado. “Eu recebi o convite, o ano passado, de participar, de ser o presidente da escola e aceitei. Então, esse ano, a gente começou essa jornada e estamos muito felizes por ter assumido”, destacou.

Fofo afirma que, neste início de gestão, o trabalho tem sido voltado à análise das necessidades da instituição. “A gente está vendo a estrutura, a melhoria que a gente tem que fazer, tudo, para que melhor seja para os alunos. Esse é o nosso intuito de estarmos ajudando”, explicou.

Entre as primeiras ações já discutidas com a diretoria, estão intervenções na parte física da escola. “No começo do ano, conversando com o pessoal da diretoria, a gente viu que precisava ampliar algumas salas de aula. A gente já começou a fazer essas melhorias para os alunos”, relatou.

Além disso, o presidente apontou outros problemas estruturais que demandam atenção, como a necessidade de manutenção no telhado. “A gente tem que trocar o telhado das salas de aula, que estão com goteira, muito tempo sem manutenção”, disse.

Outro projeto considerado prioritário é a reorganização do acesso do transporte escolar. Atualmente, o fluxo ocorre pela entrada principal, o que, segundo Fofo, gera riscos. “Hoje trafega aqui pela entrada principal, que tem muito fluxo de veículos e alunos. Então, a gente quer jogar para o lado de cima, para a gente fazer esse transporte ficar mais tranquilo, com mais segurança para as crianças”, afirmou.

A proposta também prevê a construção de uma cobertura adequada para proteger os estudantes em dias de chuva. “Quando elas chegarem ou saírem com chuva, vai ficar melhor para elas. É uma necessidade que precisa ser coberta”, completou.

Apesar dos desafios, o presidente reconhece que as melhorias dependem de planejamento e recursos. “A gente tem que fazer os projetos com o tempo, não é fácil, a gente precisa dos recursos, mas devagar a gente vai organizando e fazendo essas melhorias”, concluiu.

A comunidade pode contribuir com a APAE por meio de doações voluntárias. “Temos a mensageira que passa nas casas, mas também pode ser via Pix, com qualquer valor”, explicou Gislaine. Interessados em colaborar ou obter mais informações podem entrar em contato pelo telefone 3422-1122.

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