Associação de Moradores de Engenheiro Gutierrez (AMEG) vai apresentar seu novo Estatuto Social em assembleia geral no dia 26 de julho
Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Henrique Sava
A diretoria da Associação de Moradores de Engenheiro Gutierrez (AMEG) está convocando os moradores do bairro para que participem da Assembleia Geral, que será realizada no dia 26 de julho, para a aprovação do Novo Estatuto Social da entidade. O documento foi atualizado, pela atual diretoria, que assumiu a gestão há pouco mais de dez meses.
Nesse período, além de atualizar a documentação, a presidente Joelma Fedalto e o vice, Jeferson Fedalto, criaram uma página no Facebook e grupos no WhatsApp, a fim de estreitar a relação com a comunidade e agilizar a comunicação.
“Fizemos a instituição de equipes de apoio para auxiliar nos trabalhos da Associação. Várias equipes, como a da Capela Mortuária, de Comunicação, de Projetos Sociais, Ambientais, Apoio Jurídico, entre outros. Sozinha, a diretoria não consegue fazer tudo. Somos 12 integrantes, mas é muito trabalho que temos”, conta Joelma.
A AMEG também tem organizado estudos e projetos visando a melhorias na Capela Mortuária. “Temos a capela no bairro, mas algumas adequações precisam ser feitas. Estamos com voluntários da comunidade para fazer esse projeto”, acrescenta.
Desde que assumiram a gestão, em julho de 2018, a atual diretoria da Associação de Moradores de Engenheiro Gutierrez iniciou o trabalho de cadastramento dos associados. Ao longo de seis meses, foi feito o cadastro de cada família que reside no bairro. “Levamos a Associação até as famílias. Hoje, temos cadastradas 475 famílias no bairro, de um total de 1.732 moradores. Dessas famílias, 75% [360 famílias] são contribuintes voluntárias. Elas pagam uma contribuição voluntária mínima, de R$ 5 mensais por família, para manter a Associação, os projetos sociais e a manutenção da Capela Mortuária”, explica Joelma.
O cadastro do perfil das famílias do bairro permitiu à Associação mapear a realidade socioeconômica e elaborar projetos específicos, direcionados a cada faixa etária.
Por indicação do vereador José Bodnar (Zequinha), a AMEG obteve o título de Utilidade Pública Municipal. A Associação deve ter o apoio do vereador, agora, na tentativa de obter também a classificação como Utilidade Pública Estadual. “Esse título é muito importante porque o Poder Público reconhece que a entidade presta serviços relevantes à comunidade. A Associação cumpre seu papel social para o bem comum, sem fins lucrativos. Podemos, com isso, nos inscrever em editais para ter acesso a recursos públicos – nesse momento, recursos municipais. Se nós tivermos o título estadual, podemos nos inscrever para trazer recursos estaduais, que vêm diretamente para a Associação”, observa a presidente.
Estatuto e regimento interno
A atual diretoria atualizou o Estatuto e o Regimento Interno, que normatiza as ações das equipes de apoio e todas as atividades e projetos da Associação. Joelma frisa que a entidade já possuía um Estatuto Social aprovado, mas que sua última versão era de 2006.
“Estamos com um novo Estatuto Social, totalmente voltado à legislação vigente. Para aprovar esse Estatuto Social, faremos uma Assembleia Geral no dia 26 de julho, no Pavilhão da Igreja Cristo Rei, em primeira chamada às 18h30 e em segunda chamada às 19h”, convida.
Entre as principais atualizações do novo Estatuto estão as atribuições da Associação, sua finalidade, os direitos e deveres do associado e a regulamentação para eleição de nova diretoria.
Projetos
A AMEG está desenvolvendo alguns dos projetos que foram aprovados na última assembleia, realizada em dezembro. Um deles prevê o resgate histórico e cultural do bairro, com informações, documentos, relatos orais, objetos e fotos a respeito de sua formação e desenvolvimento. O objetivo é criar um museu e recriar, em escala menor, a estação ferroviária que havia no bairro e que, durante muito tempo, serviu para o transporte de passageiros e cargas. “O bairro começou ao redor da linha férrea”, comenta o vice-presidente Jeferson Fedalto.
Outra luta da AMEG envolve a busca por um local para construir sede própria. Conforme Jeferson, a busca de reconhecimento com o título de Utilidade Pública Estadual deve, inclusive, contribuir para a obtenção de recursos para essa finalidade. “Hoje, usamos bastante o espaço da igreja, com os cursos e reuniões e também o espaço do Centro Comunitário do bairro, até mesmo para reuniões da diretoria. A ideia é tentarmos recursos estaduais ou, até mesmo, mais tarde, federais para esse fim”, diz.
Outro projeto, ainda em formatação e em busca de voluntários para sua execução, foi denominado “AMEGuinhos do bairro” – usando a sigla da própria associação para fazer um jogo de palavras. A ideia é que haja uma atuação similar à de um grupo de escoteiros, a fim de trabalhar com crianças e adolescentes questões relacionadas à cidadania, educação ambiental, valores e princípios – amizade, respeito, comprometimento – e motivar essa faixa etária do bairro, explica Jeferson.
O projeto “Arte em Movimento”, que envolve a população idosa do bairro continua. O bairro de Engenheiro Gutierrez tem entre 220 e 230 moradores nessa faixa etária. O projeto ocorre quinzenalmente, às terças-feiras, das 14h às 16h, no Pavilhão da Igreja Cristo Rei. Na terça passada (18), foi realizada uma festa junina especialmente voltada a esse grupo etário. Para as mulheres do bairro, vão começar as aulas de Zumba, às segundas e quartas, das 18h30 às 19h30.
Cursos
Parcerias da Associação com o CRAS, o Provopar e a Assistência Social têm oportunizado a realização de uma variedade de cursos voltados à comunidade de Engenheiro Gutierrez. “Tudo o que conseguimos para a comunidade é muito importante. Já fizemos cursos de culinária, de ervas medicinais – com professores voluntários da comunidade. Esse ano estamos com um curso aberto, em parceria com o Provopar, de confecção de bolsas jeans. É a arte da transformação de uma calça jeans em lindas bolsas. Esse curso será ofertado em sete aulas, às quartas-feiras, e inicia agora no dia 26 de junho. As inscrições estão abertas e quem tem interesse pode fazer no Posto de Saúde”, convida Joelma. O curso é gratuito e ocorrerá no Centro Comunitário.