| Lançamento de mini foguetes. Foto: Equipe Orion Aerospace Design |
Em entrevista à Najuá, a aluna do curso de Engenharia Mecânica, Flávia Onyszko, comentou sobre alguns projetos da Orion Aerospace Design. “A gente tem vários projetos dentro da Orion. Um deles é sobre os minifoguetes que nós construímos para competições. Temos também a Aviônica, que é responsável pela construção dos nano satélites, visando competições. Temos também a computação, que nos auxilia em todas as áreas, com a programação e códigos”, explica Flávia.
Já a aluna do curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, Bruna Daniele de Melo Nizer, explicou que um dos projetos da equipe é testar o comportamento de microrganismos vivos próximo ao espaço terrestre. “Temos também a parte que desenvolve pesquisas na área da astrobiologia. Temos um projeto, que é uma sonda, que vamos enviar à estratosfera com o auxílio de um balão meteorológico. Nessa sonda, a gente coloca alguns microrganismos para serem testados na estratosfera com o objetivo de observar o comportamento desses seres em microgravidade”. A estratosfera é uma camada acima do planeta Terra, situada a aproximadamente 50 km de altitude. Nessa altura, a força da gravidade que nos mantém presos ao solo praticamente deixa de existir e esse é o objeto do estudo das alunas ao enviarem pequenos seres para essa região.
Competições nacionais: A equipe participa de diversas competições de lançamento e teste de minifoguetes e nano satélites. O lançamento dos equipamentos é feito em um terreno amplo com a supervisão dos avaliadores. “A competição do ano passado, como foi online, tivemos que fazer um projeto teórico e simulações computacionais. Através do resultado, a [organização da] competição fez uma análise para atribuir uma nota. Existe também a competição de minifoguetes em Curitiba, sediada pela [Universidade] Federal do Paraná, onde fazemos o embasamento teórico e simulações, para construir um foguete e levar à competição presencial. Lá existe um campo aberto, distante de casas e árvores, onde soltamos nosso foguete”, explica Flávia.
Cada foguete é inscrito em uma categoria. Ela afirma que a finalidade é fazer o objeto chegar o mais próximo da altura prevista nos cálculos, que podem variar entre 500 metros a dez quilômetros. Ganham pontos na competição os alunos que conseguirem fazer o foguete se aproximar da altitude prevista e também os que chegarem ao solo sem danos. “Cada equipe vai se inscrever em uma categoria e competir com as outras equipes. O foguete precisa chegar mais perto do apogeu e chegar intacto ao chão. Temos um sistema de recuperação que precisa funcionar muito bem, pois se perdermos um parafuso, podemos ser até desclassificados”, descreve Flávia.
| Campo de lançamento de mini foguetes. Foto: Equipe Orion Aerospace Design |
Bruna diz que a equipe ficou em terceiro lugar logo na primeira participação em uma competição nacional de desenvolvimento de pequenos satélites. “A gente participou ano passado, juntamente com a Aviônica, desenvolvendo nano satélites, e tivemos resultados muito legais. Nossa equipe, que era estreante, conseguiu ficar em terceiro lugar no CubeDesign, e isso foi uma conquista muito grande para a gente, pois é uma competição a nível nacional”, comemora.
O objetivo da equipe Equipe Orion Aerospace Design agora é chegar às competições internacionais.
| Foto: Equipe Orion Aerospace Design |
| Foto: Equipe Orion Aerospace Design |
| Foto: Equipe Orion Aerospace Design |