Vítimas estavam pescando na Linha Rio dos Patos, em Prudentópolis, quando ocorreu o fato
Da Redação, com fotos Elio Kohut/Intervalo da Notícia
Três pessoas da mesma família morreram afogadas na Linha Rio dos Patos, no interior de Prudentópolis, na tarde de quinta-feira, 31. No momento do fato, as vítimas estavam pescando.
Segundo relato de moradores ao Corpo de Bombeiros, o primeiro a se afogar foi Alex Sandro Nicolau, de 14 anos, que entrou no rio num local com mais profundidade. O pai do menor, Roberto Estevão Nicolau, 40, e o tio do adolescente, Sandro Estevão Nicolau, de 43 anos, pularam para resgatá-lo assim que ouviram seus gritos de socorro. Porém, os três morreram afogados. Bombeiros foram acionados e resgataram os corpos das vítimas que foram encaminhadas ao Instituto Médico-Legal (IML) de Guarapuava.
Equipes da Criminalística, Polícia Civil e Polícia Militar de Prudentópolis estiveram no local prestando atendimento à ocorrência.
O afogamento ocorreu no Rio dos Patos, na estrada que faz ligação com a Vila Mariana. O local é bastante frequentado por banhistas e pescadores. No momento do resgate dos corpos, a água do rio estava suja. Por esse motivo, o último corpo só foi localizado pela equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, por volta das 20h30.
Em entrevista ao repórter Sergio Soriani, da Rádio Alvorada, o Tenente Damacena, do Corpo de Bombeiros de Prudentópolis, relatou que as buscas foram iniciadas sem equipamento de proteção para tentar retirar as vítimas do rio ainda com vida. Como o procedimento não foi bem sucedido, a equipe de resgate colocou colete, cilindro e material apropriado para mergulho. “Por volta de 19h40 encontramos a primeira [vítima], na sequência encontramos a segunda e a última foi encontrada por volta das 20h40. A princípio, segundo informações, essas três vítimas estavam pescando no local. Eles não teriam ido ao rio para se banhar, mas sim para pescar. Realmente tinha algumas varas, linhas e anzóis na beira do rio. Segundo informações de outras pessoas que estavam no local, um menor teria entrado na água. No momento que ‘não deu pé’, ele teria solicitado socorro e os outros dois masculinos, maiores, adentraram a água para tentar retirá-lo, mas não conseguiram e acabaram se afogando junto. Esse é o relato de outras pessoas, populares, que estavam no local no momento da nossa chegada. É um local pelas características do barranco bastante utilizado por pescadores e eles estavam realmente pescando”, afirmou o Tenente.
Damacena ressalta que a pessoa só deve entrar no rio se tiver conhecimento das características do local. Além disso, ela precisa saber nadar e não pode ingerir bebidas alcoólicas antes de se banhar. “Caso contrário estará se colocando em risco. A característica daquele rio onde eles afogaram a profundidade dá nove metros, não sei se eles conheciam o local ou não, mas era bastante fundo. Outra orientação é para que não se obtenha a segunda e terceira vítima, que ao ver alguém se afogando não entre na água se a pessoa não tiver conhecimento ou se ela não souber nadar o suficiente para retirar uma vítima. Primeiramente ligue para os bombeiros, peça socorro, na sequência pega um galho de uma árvore, uma madeira, o que tiver perto dela e mais cumprido tente alcançar até a mão dessa vítima para trazê-la até o barranco. O indicado é jogar garrafa pet, isopor ou algum objeto para essa vítima para que ela segure e consiga ficar com a cabeça fora da água para respirar isso que é o mais importante. Outra recomendação é que as pessoas não entrem na água para não se tornarem outras vítimas agravando ainda mais a situação”.