Entre as pautas a serem defendidas no manifesto, estão a Reforma da Previdência, o pacote anti-crime e a Reforma Administrativa
Da Redação
Irati terá carreata em defesa do presidente Jair Bolsonaro e das pautas do governo no próximo domingo, 26. A concentração está marcada para as 15 horas na Praça da Bandeira. De lá, os manifestantes percorrerão as principais ruas da cidade.
Entre as pautas, estão a Medida Provisória 870, que reorganiza a estrutura do governo e reduz o número de ministérios de 29 para 22, medida já aprovada pelo Congresso. Estão em pauta também neste movimento a Reforma Administrativa, o pacote anti-crime criado pelo Ministro da Justiça Sérgio Moro e a Reforma da Previdência.
Patrícia Duda, uma das organizadoras do evento em Irati, classifica a Reforma da Previdência como a mais importante deste manifesto. “A Reforma da Previdência precisa acontecer porque nós teremos no Brasil, em um futuro muito próximo, uma quantidade de idosos muito maior que a quantidade de jovens contribuintes. Isto fará com que a conta previdenciária não feche e um rombo aconteça no Brasil, nos impedindo de crescer. Quem ganha mais, vai pagar mais, e quem ganha menos irá pagar menos”, pontuou.
Na opinião de Patrícia, a Reforma da Previdência poderá trazer igualdade para todas as classes de trabalhadores. “Vai acabar com as super aposentadorias e com todas as regalias previdenciárias que os funcionários públicos e políticos têm. A Reforma da Previdência vem para ajudar o Brasil a crescer, para que tenhamos um Brasil e um futuro melhor para nossos filhos e netos”, comentou.
Outros manifestos
Outros atos pró-Bolsonaro devem acontecer em outras cidades brasileiras. Reportagem publicada pelo jornal Gazeta do Povo afirma que as manifestações estão sendo organizadas pelos mesmos grupos que, em 2015, defenderam o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Cerca de 59 organizações estarão envolvidas nos manifestos deste domingo em todo o país. Entre elas, estão os grupos Avança Brasil, Consciência Patriótica, Direita São Paulo, Movimento Brasil Conservador e até a Confederação Monárquica do Rio. O Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua se afastaram destas mobilizações.
Alguns grupos viram a desistência do MBL como uma “traição”. Para alguns manifestantes, o grupo teria se aproveitado do movimento bolsonarista apenas durante as eleições de 2018. O principal alvo das críticas é o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), que vem sendo chamado de “comunista”.
Além do MBL e do Vem Pra Rua, empresários e apoiadores do presidente nas eleições se afastaram das mobilizações. O presidente e os ministros também foram aconselhados a não participar dos atos deste domingo.