Ruas de Imbituva terão sentido alterado

26 de maio de 2019 às 07h10m

Secretário de Indústria e Comércio, engenheiro Luiz Roberto Penteado Júnior, explicou à Najuá quais são as principais mudanças

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub 
O motorista que dirige em Imbituva deve ficar atento às alterações no trânsito, elaboradas para melhorar o fluxo e organizar a rotatividade dos estacionamentos. De acordo com o secretário de Indústria e Comércio, o engenheiro Luiz Roberto Penteado Júnior (Betinho), as mudanças têm em vista que, historicamente, a formação da cidade, principalmente no centro, tem ruas estreitas, com largura insuficiente para comportar o fluxo de automóveis de hoje em dia.
“Com o Plano Diretor, que está em vigência desde 2007, com os loteamentos novos, que surgiram de 2007 para cá, já tem ruas com larguras maiores. Mas antes, com a formação da cidade, principalmente no centro, as ruas são estreitas, com larguras em torno de dez a 12 metros de alinhamento predial. De meio-fio, é ainda menor, porque se desconta a calçada, então, trabalha-se com oito metros ou, às vezes, até 7,5 metros de largura, o que é insuficiente para um tráfego de mão dupla”, explica.
Essa condição de largura estreita em diversas ruas do centro levou a Prefeitura a proibir o estacionamento em um dos lados da rua em uma série de vias, a fim de possibilitar o fluxo adequado de veículos. “Mesmo assim, a melhor solução é a mão única, porque permite o estacionamento dos dois lados”, diz.

Mão única em ruas estreitas

Uma das primeiras ruas a adotarem a mão única é a Rua Professor João Pupo, que passa ao lado da Igreja Matriz de Santo Antônio de Pádua. “Principalmente no horário das missas, ocorria estacionamento dos dois lados da via, quando havia dois sentidos. No caso de se encontrarem dois carros, um indo e outro vindo, não passava. Um dos carros teria, inclusive, que dar a ré”, comenta.
A Rua Antonio Lourenço, que cruza a Avenida Sete de Setembro, também passou a ser de mão única, em função da pouca largura. A mão única ficou restrita ao trecho da área comercial, nas quadras perpendiculares à avenida principal.
A rua Capitão Edson Graeser (rua da Delegacia), paralela à Rua Antonio Lourenço, adotou mão única porque havia problemas com o estacionamento, da mesma forma que ocorria na rua lateral à Igreja Matriz.
Outra rua que sofreu mudança é a do antigo Colégio Cenecista, a Rua Joaquim Marcondes Pupo, que passa por trás da Rodoviária. Conforme o secretário, na área próxima ao colégio, os professores estacionavam carros dos dois lados da rua, durante o período de aulas, o que atrapalhava o trânsito de veículos nos dois sentidos.
“Mudamos, deixando num único sentido, planejando que, futuramente, consigamos estender essa mão única na totalidade da rua. Como gera muito impacto e tem que haver uma organização, uma notificação para todo mundo, estamos fazendo essas alterações em trechos pequenos das ruas, adequando as sinalizações, enquanto a população se acostuma a essas alterações”, explica.
Duas ruas paralelas que terão sentido único são a Rua Eugênio Lejambre e a Rua Padre Tomás Kania, no trecho ao redor do Colégio Santo Antônio. Da mesma forma, devido a problemas com veículos estacionados: a Eugênio Lejambre é usada como estacionamento pelos professores e a Padre Tomás Kania é ponto de parada dos ônibus que transportam os estudantes. “Vamos alterar esse trecho para facilitar essa organização dos ônibus”, acrescenta.

Mudanças futuras

Outras ruas não tão estreitas, mas de fluxo intenso, estão sendo estudadas para que, eventualmente, no futuro, tenham seus trânsitos alterados para mão única. “Ainda não serão alteradas, mas estamos encaminhando para estudos. São dois binários importantes: a Rua Santo Antônio e a Rua Santos Dumont. A Rua Santo Antônio é um corredor importante, de quem vem de Irati para a cidade. Normalmente, o pessoal que chega de Irati pega a Rua Santo Antônio, principalmente o tráfego pesado de caminhões, para ir em direção à saída de Imbituva para Ponta Grossa. Não se passa na avenida, se passa mais pela Rua Santo Antônio. Hoje ela é de mão dupla, mas há o planejamento para que ela vire de mão única, o que deve ocorrer até o ano que vem. É mais complicado por ser uma rua extensa”, detalha Betinho.
De acordo com o secretário, as ruas do entorno dos locais onde houve alteração para mão única estão absorvendo bem o fluxo que passaram a receber em função das mudanças de sentido nas ruas próximas. “Nas ruas que alteramos até agora, o maior problema seria o estacionamento. Organizamos melhor o tráfego para dar mais fluidez a ele. As travessas da avenida, principalmente pelos pontos comerciais acabam até melhorando. Não dá congestionamento porque você faz com que os carros circulem por outras ruas, não apenas em uma. Isso até expande o comércio e as avaliações imobiliárias”, analisa.
O binário planejado para as ruas Santo Antônio e Santos Dumont influenciará o trânsito em outros locais, em torno de 20 a 30 quadras, que passariam a ter mão única. “Aí temos uma preocupação em ter outras ruas em que possa ocorrer circulação de veículos nas vias paralelas. Temos que abrir ruas e pavimentá-las com asfalto para que as ruas fiquem aptas a receber um trânsito melhor de veículos”, diz.
Devem receber pavimentação as ruas Vitor Moleta e Abílio de Bastos, que precisam ser conectadas e são paralelas à Santo Antônio. “Muitas vezes, quem está circulando em mão única e precisa retornar, tem que dar a volta na quadra. Então, precisamos melhorar essas duas ruas, que já estão em projetos de asfalto sendo elaborados. Isso está junto com o Governo do Estado. Assim que forem aprovados os projetos, saem recursos para que seja feito esse asfalto. São obras que estão no planejamento da administração. Assim que elas estiverem concluídas e aptas, com asfalto, já estamos falando de um planejamento real de alterar a Rua Santo Antônio”, conclui.

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