Profissionais da emissora foram entrevistados por docente e estudantes, que analisaram como eles cuidam de seu principal instrumento de trabalho
Edilson Kernicki, com reportagem de Tadeu Stefaniak
A linguagem radiofônica é composta de quatro elementos distintos: música, efeitos sonoros, silêncio e palavra – a voz humana aliada ao conteúdo e sua entonação. Nas últimas duas semanas, docentes e alunos do curso de Fonoaudiologia da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro) visitaram a Najuá e conversaram com os locutores para analisar os cuidados que eles adotam justamente com seu principal instrumento de trabalho: a voz.
Nesse período de estudos, a professora Ellen acompanhou e orientou os alunos Bruna, Karina, Júlia e João nessa observação. “Quando falamos em locutores, precisamos pensar que seu principal instrumento de trabalho é a voz e precisamos cuidar dela. Precisamos pensar em como podemos manter a saúde da voz. E o intuito do trabalho da fono junto a esse profissional não é lidar com patologia, mas sim trabalhar a promoção da saúde vocal desse profissional, melhorando a performance, a dicção e a qualidade vocal, mantendo sempre a saúde e a qualidade de vida”, descreve.
Júlia observa que um dos principais cuidados que os locutores devem tomar antes de entrar em estúdio é o de evitar o consumo de café e de alimentos gordurosos e que, se isso ocorrer, deve tomar água para “limpar” a garganta e melhorar o desempenho da voz. A hidratação das cordas vocais é importante durante todo o período de trabalho, antes de entrar no estúdio, durante a locução e depois de sair do estúdio.
João elogia o cuidado da direção da emissora no que diz respeito a saúde do trabalhador e afirma que a experiência de acompanhar de perto a atuação dos locutores acrescenta repertório a eles, pois foge do cotidiano de sala de aula e os traz para perto de seu objeto de estudo.
Karina destaca a integração da fonoaudiologia com outras profissões e o quanto as visitas à emissora contribuem para enriquecer o currículo, uma vez que o mercado de trabalho para o fonoaudiólogo abrange tanto a atuação junto a clínicas, hospitais e laboratórios, quanto escolas e escolas especiais e, ainda, empresas de comunicação, rádio, TV e teatro. “Tendo essa oportunidade de entrar na rádio, conhecer o trabalho deles, conversar sobre os cuidados, acaba acrescentando muito no nosso estudo como futuros fonoaudiólogos”, comenta.
Bruna frisa que, nas visitas, observou que os locutores já aplicam os cuidados necessários para a saúde da voz. Ela acrescenta que a Unicentro disponibiliza a Clínica-Escola, para quem deseja fazer algum aperfeiçoamento ou terapia vocal. Basta entrar em contato pelo telefone (42) 3421-3224 ou se dirigir à Clínica-Escola de Fonoaudiologia, no Bloco I.
“É importante esta ligação entre a vida acadêmica com o campo profissional, para que os alunos conheçam e sintam como será o trabalho futuro, após a formação, em que áreas eles poderão trabalhar. Essa abertura agrega para o conhecimento, para que eles possam sempre pautar a teoria dentro da prática”, conclui a professora.