Inicialmente, os casos suspeitos eram três, mas um deles já foi descartado
Da Redação, com informações de Élio Kohut/Intervalo da Notícia
Um dos três casos suspeitos de gripe H1N1 notificados em Prudentópolis já foi descartado. Outros dois ainda aguardam os resultados dos exames, que levam cerca de 20 dias para ficar prontos. Um dos casos notificados foi detectado em área urbana e os outros dois, no interior do município.
“Temos uma definição de caso para fazer a coleta do exame, que é a hospitalização, febre alta, desconforto respiratório ou saturação – a quantidade de oxigênio no organismo é menor do que 95%”, explica a enfermeira Érica Moleta, chefe do Setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Prudentópolis.
Os casos suspeitos seguem sob monitoramento e tratamento da Secretaria de Saúde. “Existem muitos vírus que circulam, além dos três que causam a Influenza – H1N1, H3N2 e Influenza B. Há vários tipos [de vírus], que podem causar os tipos mais fortes de gripe e as pneumonias”, destaca Érica.
Pacientes com suspeita de infecção por H1N1 permanecem internados em isolamento respiratório, a fim de impedir o provável contágio da doença para outras pessoas.
Segundo a enfermeira, Prudentópolis conseguiu ultrapassar a meta estadual de imunizar 90% da população contra a gripe. O índice de cobertura vacinal chegou a 91% em Prudentópolis, durante a campanha. Em junho, as doses foram liberadas para que fossem aplicadas na população em geral, em vez de prorrogar a campanha para as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários, como sempre ocorria nos anos anteriores. “Esse ano, isso não ocorreu. As pessoas que não tomaram, que eram do grupo de risco, ficaram sem. Tivemos, no dia 3 de junho, uma procura muito grande”, diz. Somente na Unidade de Saúde Doutor Geraldo de Carvalho, foram aplicadas mais de 1.000 doses da vacina num único dia, e o estoque acabou. Restaram apenas as segundas doses das vacinas contra a gripe destinadas às crianças.